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domingo, 11 de julho de 2010

A Teta Assustada


Quero deixar aqui algumas palavras embaraçadas dos sentimentos e percepções que tive após ver este filme.

A Teta Assustada não é um filme pornô, muito menos a continuação de "Não é mais um besteirol americano". Traduzido ao pé da letra do seu titulo original "La Teta Asustada", (um grande mérito brasileiro não ter embelezado o título como fez a industria americada que o traduziu para "the milk of sorrow") o longa da diretora peruana Claudia Llosa, conta a historia de Fausta, uma moça que sofre de uma doença folclórica, fruto de uma época difícil enfrentada pelo Peru e que é transmitida através do leite materno de mulheres que foram violadas durante a guerra civil no país.

Tenso como sua protagonista, o filme nos parece dizer o tempo todo "olha, esta história não é uma ficção" e consegue fazer isso muito bem quando intercala nos momentos tristes mas de leve beleza alguns aspectos culturais do país, como o casamento da prima de Fausta, um elemento de essencial contraste no filme. Contrastes que continuam, Claudia Llosa trabalha muito bem os opostos: timidez e extroversão, classe baixa e classe alta, cultura provinciana e cosmopolita, centro e periferia...Observe o contraste entre as ruas movimentadas do centro de Lima com o deserto de areia das comunidades periféricas, também veja como é lindo ver os jardins coloridos em meio tanto marrom. Claudia lhosa é singela ao nos incomodar.

Junto a isso, interessante perceber como a trilha sonora se encaixa como enredo e não como elemento adicional na construção de uma emoção. Créditos a bela atriz Magaly Solier e nas narrativas tremulamente cantadas ao longo do filme. A dor e o terror descritos com a leveza de uma cantiga de ciranda.

Belo e inquietante. Não consigo mais palavras que não esse texto nada linear.

Reverência.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Caixa-Parasita para um Cinema Itinerante


A cidade se agitava com a chegada daquilo que nem sabia-se o que era. Algo que estranhava o olhar de muitos moradores daquela cidadezinha. Logo, amontoaram-se os curiosos para ver o caminhão descarregar. Nele havia algo escrito, alguma coisa e o nome “cinema”. Qual o que? Cinema, para muitos, não era.
Lonas dobradas foram sendo retiradas uma a uma do caminhão. Foram esparramadas sobre o gramado do campinho de futebol da praça. Naquela manhã, os garotos não jogaram a pelada das manhãs, mas se contentaram em observar e apostar um com os outros o que era aquilo que havia chegado na cidade. “É um circo, certeza que é um circo!” - um dos garotos gritou afobado certo de que, como primeiro a dar o palpite, ganhara a aposta. “Circo? Não é circo! Você já viu circo quadrado?” - retrucaram. E continuaram as especulações, atentos a cada manejo dado pelos operadores. “Mas cinema....não é.”
Retiraram um motor de uma caixa e inflaram três balões que logo subiram alto, tirando a atenção do asfalto cor de terra. As crianças e os demais ociosos olhavam fixo o céu para ver o movimento engraçado dos balões.
Depois dos balões, os operários repetiram o processo com as lonas que até então, para mim, pareciam estar apenas esparramadas na grama.
Como se ganhasse vida, um prédio foi subindo, subindo, subindo, subindo, subindo, subindo, subindo, subindo, subindo, subindo... Ficamos por horas vendo ele subir e se erguer como se quisesse abraçar todo seu redor. Os tubos que balançavam nos cantos do seu teto tremiam como se a minhocas escondidas nos buracos daquela grama também tivessem inflado e em vigança, resolvido agitar toda a cidade.
Algumas crianças chegaram mesmo a acreditar que o cinema sairia voando se um engraçadinho qualquer resolvesse cortar as cordas que o prendiam no chão. Mas ningguém queria ver o cinema indo embora.
Ele foi.
A cidade voltou a se aquetar, os garotos tiveram seu campinho de volta e os olhares retornaram ao asfalto cor de terra.
Em uma semana vi um prédio sendo enchido como bóia e como se eu estivesse mesmo boiando, assisti cinema pela primeira vez.

Relato de Junho de 2010.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Você pode ver estrelas em uma sala de cinema?


Qual a diferença entre assistir um filme dentro de uma sala de cinema ou em outro espaço, como ao ar livre?

São muitas as iniciativas que tentam tirar o cinema uberlândense das mãos monopolizadoras dos cinemas multiplex, localizados dentro de center shoppings. Os cineclubes já ocupam um lugar de destaque no cenário que abrange o audiovisual na cidade. Cinema em museus, praças, no mercado mucicipal, universidades, todo evento fora de um shopping center, e que instigue uma nova experi}ência em assistir um filme, é válido.

Um projeto que já existe há algum tempo é o "Cinemauê - o cinema educa? educa!" o qual busca o enriquecimento do aprendizado universitário por meio de uma experiência diferente. Durante todo semestre do ano passado, foram realizadas sessões nos anfiteatros dos Blocos Y e 3M, com um público médio de 20 pessoas, entre professores, alunos e interessados.

A nova proposta do projeto, agora, é a realização das próximas sessões de Cinema em espaços abertos, em que iremos explorar uma nova percepção através do lugar e ao mesmo tempo aumentar o numero de participantes uma vez o cinema permeará um espaço de fluxo freqüente, público e de fácil acesso: Espaços abertos da universidade!

O primeiro local é o terraço coberto do bloco 5O, aquele ainda para terminar, ao lado do bloco 3Q e que tem uma vista espetacular da Av. Jão Naves e Segismundo Pereira, além de uma visão noturna privilegiada da Biblioteca do Campus Santa Mônica.
Pois então! Leve o seu banquinho e aproveite essa nova experiência, pois essa você não consiguirá ter em uma sala do Cinemais!

10/06 Quinta-feira
21:38h

Curta inicial: Pela primeira Vez, Octavio Cortazar, Cuba, 1967.

Filme: Documentário "1958 . O ano em que o mundo descobriu o Brasil"


Realização:
Cinemauê, Cine Bar e Goma.

Apoio: Dalau (dir. acadêmico arquitetura e urbanismo), Zapi Impermeabilizantes, Supermercado Real, Café Cajubá!

[este post tb pode ser visto em www.idearium.com.br]

domingo, 28 de março de 2010

Cinema de Rua - microdocumentários urbanos

30 dias - 30 filmes

Esta foi a missão começada por 5 amigos no dia 8 de fevereiro e terminada no dia 8 de março deste ano . O Objetivo: Fazer o upload de 1 video por dia. O tema: Cotidiano. O lugar: São Paulo

O resultado são vídeos belíssimos, imagens de uma cidade recortada pela lente de uma camera operada pelo olho de habitantes que conseguiram enchergar nas ações cotidianas mais simples a beleza do descontrole daquilo que chamamos de urbanidade.

Todo dia, uma edição. A gente levando a câmera junto, rodando a cidade, a hora que dava. No almoço, no horário de verão depois do trampo, no meio de uma locação..
Ao final do dia, um upload.
Rodamos por todo lado, as marginais de noite, o trajeto do ônibus, o sebo, tudo virava um filme.
E no final, os filmes publicados no Vimeo, mostrando a data como um diário dos últimos dias: a gente filmando de domingo a domingo, feliz pra caralho!
(Kico Santos, Fabio Nikolaus, Jones Gama, Sillas Gama e Ricardo Tadashi.)


Entrem no blog feito para divulgar o trabalho e vejam abaixo alguns videos escolhidos por mim. Ah, e é claro, os sigam no twitter e os adicionam na sua lista de cinema.


quinta-feira, 16 de julho de 2009

Glen ou Glenda?

Arrá! Foi mais rápido do que eu pensava. Rapidinho encontrei e baixei Glen ou Glenda (clique para ver a sinopse) pro meu computador.
Incrível, incrível mesmo como Edward D. Wood Jr. tratou de maneira séria (o filme pareceu comédia pra vc?) seu primeiro filme como diretor e ator. Mas não, não é um "sério" no sentido correto, bem feito, nos mínimos detalhes, longe disso, mas sério no sentido da perceptível firmeza que demonstra acreditar no seu trabalho. Em Glen ou Glenda o travestismo é tratado quase que de maneira didática. O roteiro, praticamente autobiográfico, expressa a própria vida de Wood que, apesar de heterossexual, adorava se vestir de forma feminina. Chegando a parecer ás vezes um documentário, a história relata o drama de um homem que, num momento difícil de sua vida, necessita se abrir e contar toda a verdade a sua noiva e futura esposa.
Interpretando um sujeito extremamente simpático, Ed. Wood ainda consegue estabelecer uma certa complexidade ao assunto tratado, algo que se desmancha aqui e alí quando de uma hora pra outra, parecemos estar vendo outro filme, totalmente desconectado do enredo, como é o caso da participação de Bela Lugosi, famoso por interpretar papéis sombrios no cinema e que, aqui, parece fazer a mesma coisa. Suas aparições funcionam apenas como um chamativo ao público, o personagem de Lugosi aparece de tempos em tempos como um segundo narrador, algo como um drácula que cita versos em uma voz tremida e assustadora.
Contudo, apesar da precariedade e visível inexperiência (algo que não sei se chegou a ter), Wood consegue nos tirar risadas mesmo que não fosse este seu objetivo. Corajoso por tratar de um tema ainda oculto da década de 50, o filme consegue entreter e demonstrar seu valor, não por sua estrutura ruim mas pela complexidade descontínua e brilhante da prórpia vida deste fascinante diretor.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Wells, Wood e Burton

Quem diria, a net movies tem sido um bom investimento. Recebi Cidadão Kane essa semana e aproveitei para assistir Plano 9 para um Espaço Sideral, considerado o pior filme de todos os tempos, do diretor Ed Wood, aquele mesmo do filme do Tim Burton.
Gostei muito de Cidadão Kane, apesar de "velho" o filme é dinâmico o suficiente para nos manter atentos a história do início ao fim, algo difícil considerando as formas de se fazer cinema lááá da década de 40. Mas o legal mesmo foi poder fazer a ligação de Orson Welles, diretor, ator, roteirista e produtor de Cidadão Kane com Ed Wood, considerado o pior diretor de todos os tempos.
No filme Ed Wood, do Tim Burton, existe uma cena em q o diretor interpretado por Jonny Depp solta a frase "Quando Orson Welles fez Cidadão Kane, ele tinha 26 anos. Eu tenho 30!" A frase por si só já explica a carreira desastrosa de Wood, mas por outro lado o transforma num diretor excêntrico e jamais desapercebido, e a única razão que vejo para isso é sua paixão incondicional pelo cinema. O importante para Ed Wood era fazer, fazer e fazer cinema. Quanto mais melhor, se atuasse, escrevesse o roteiro, dirigisse eee produzisse, melhor ainda. Qria ter muitos filmes com seu nome nos créditos, qria ser amado pelo oq amava fazer, e quanto a isso, não posso ir contra, afinal temos todos, um pouquinho de Ed Wood.
Durante o tempo que assitia Plano 9 para um Espaço Sideral, não conseguia acreditar na história que estava presenciando. Algo como uma invasão de alienígenas q tinham como objetivo dominar o Planeta Terra UMA VEZ QUE os seres humanos estavam prestes a destruir TODA a galáxia devido suas impensáveis atitudes. Para tanto, os alienígenas resolvem ressussitar os mortos de um cimitério local, transformando-os em zumbis para, assim, conseguirem um exército q os ajudassem na dominação do Planeta Terra. Tudo tirado da cabeça de Wood. Oo
Haha, começo a rir só de lembrar, os efeitos especiais são péssimos, a espacionave no céu é oval e na terra é quadrada, a cabine do piloto de um avião é coberta de cortinas, não havendo sinal algummmm de equipamentos, sem falar no toco de madeira q o piloto usa como direção. São vários os problemas e não vou me ater a conta-los aqui, pode perder a graça quando alguém de vcs resolver asssitir a essa jóia do cinema.
Apesar de toda a maluquice, Ed Wood demonstra-se preocupado com as questões políticas atuais da época, como o uso da bomba atômica e etc, oq me faz perceber ainda mais sua influência em Orson Welles (em Cidadão Kane, pq ainda nao conheço outros de seus trabalhos).
Considerado hoje como um diretor fora de seu tempo, Ed Wood é aclamado pelo meio "alternativo" do cinema, somado, é claro, a influência do próprio Tim Burton que já demosntrou ser fã do diretor desastroso. Ah, a abertura de Plano 9 para um Espaço Sideral começa com os créditos escritos em Lápides de cimitério, bem parecido com oq Burton fez em alguns de seus filmes.

No mais, estou a procura de outras obras "primas" desse cego apaixonado pelo cinema, alguém tem Glen or Glenda pra me emprestar?

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Gênio Indomável

Das coisas que me envergonho, uma delas com certeza é ainda não ter assistido certos filmes que já viraram clássicos do cinema (como este aqui) mas que tenho procurado me esforçar para vê-los, por curiosidade, prazer (sempre) e conhecimento.

De tanto ouvir falar, confesso que ao terminar de ver Gênio Indomável, ficou um gostinho de "estava esperando mais", ainda que eu tenha, realmente, gostado do filme. O roteiro, escrito por Matt Damon e Ben Afleck, mostra uma complexidade as vezes exagerada. O fato da história parecer clichê não me incomodou a princípio, como também não me incomodou o tema durante todo o longa. Porém foi difícil me convencer que um garoto seria capaz de uma genialidade que ultrapassasse as fórmulas matemáticas e se extendesse para história e filosofia, principalmente sendo o protagonista um garoto de 21 anos, problemático, sem acesso a boa educação, abandonado pela família e que teria aprendido tudo lendo livros em casa.

Passadas minhas pertubações quanto ao roteiro, vi que a complexidade não estava só em Will Hunting (gênio interpretado por Matt Damon) mas sim em toda a história contada e dirigida brilhantemente por Gus Van Sant. O que vemos são as relações estabelecidas no filme se modificar até que percebamos as mudanças ocorridas nos personagens e nos caminhos q eles irão seguir daí pra frente, resultado da complexa trama mostrada desde seu início.

Gênio Indomável me tocou de modo singelo ao perceber que muitos dos assuntos tratados ali poderiam ser "sugados" para minha vida e de qualquer outra pessoa. Como quando o professor Sean Mcguire (Robin Williams) descreve o amor e suas peculiaridades ou quando discorre o verdadeiro conhecimento com Will Hunting, que não se baseia apenas por leituras e fómulas pragmáticas mas também e principalmente pela experiência.

Se eu te perguntar sobre a Guerra, você me citará Shakespeare...mas nunca esteve numa guerra de verdade.

Você pode conhecer Michelangelo e toda sua vida, mas nunca sentiu o que é entrar e olhar para o teto da capela Sistina.

Com atuações e diálogos admiráveis, Gênio Indomável, mesmo imperfeito, garante a apreenção da história por quem o assiste. Superestimado ou não, é um filme que não ganha somente pela surpresa de um boa obra iniciada por dois jovens atores, mas pelo sucesso de seu resultado. Queria eu conseguir finalizar um projeto difícil e com tanto êxito como este.

sábado, 27 de junho de 2009

As Bicicletas de Belleville


Só para constar aqui no blog que vi esse belíssimo filme, uma animação francesa dirigida por Sylvain Chomet. Um filme quase mudo (são poquíssimas as falas), trabalhado em detalhes como o gestual de seus personagens, todos desenhados em linhas bem diferentes dos fofinhos personagens da Disney, Pixar, mas que em nenhum momento deixa de nos encantar.

As Bicicletas de Belleville é um filme para assistir uma, duas, três vezes, quantas forem necessárias pois sempre haverá um detalhe descoberto, antes talvez ainda não percebido. Como as estatuetas em versão "gordinha" do Oscar e os detalhes arquitetônicos da cidade de Belleville.

Este não é um filme para crianças (pelo menos não somente para elas) a não ser que você permita seu filho a presenciar cenas nojentas, grotescas e assassinatos, que ao meu ver, não interromperia a "boa" formação de uma criança.

É bom assistir a esse filme com olhos atentos a direção de arte, trilha sonora, composição de personagens e roteiro. Quem sabe, a animação não abra mais portas para um novo rumo de concepções, o que seria ótimo, mais 20 ou 30 como As Bicicletas de Belleville por aí.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

mundo Clown

Todos temos um Clown/Palhaço dentro de nós, a questão é encontrar o caminho até ele.
(Jacques Lecoq).

Numa releitura da brincadeira "O Mestre Mandou", o ator e diretor espanhol, Pepe Nunez, radicado em Florianópolis, começa a nos deixar relaxados e confiantes pros exercícios q viriam a seguir. Na brincadeira, q ele rebatizou de "Jacques Mandou", quem errava os comandos levava "pauladas" de jornal, às vezes, podendo trocar a surra por um beijo contanto q a pessoa escolhida aceitasse, caso não, era pau do mesmo jeito.

Foi nesse clima de brincadeira e descontração q o diretor, ator e palhaço, chamado por nós apenas de Pepe, nos conduziu a uma oficina nesse domingo, dia 24 de Maio. Do seu jeito humilde, vestindo uma camiseta velha e furada, uma meia de cada par nos pés e sobrancelhas taturanas inesquecíveis, o palhaço ali era um homem q não precisava de um nariz vermelho para ser amado.

Nas brincadeiras acompanhadas de doces palavras, Pepe nos ensinava oq muitos ali já sabiam, mas que em sua voz se tornavam cíclicas, dignas de serem ouvidas por pelo menos um milhão de vezes. O Palhaço é um espelho - disse ele - Quando rimos não estamos fazendo mais do q rir de nós mesmos. O palhaço não se esconde, revela. Sua mascara [o nariz] serve apenas como um artifício de proteção, de fato, expor-se tanto requer certos cuiadados. Ser palhaço é nos achar enquanto verdade em qualquer ação. Como um ladrão que usa um capuz para esconder sua vergonha ou um cowboy que usa o chapéu para se sentir mais confiante, o palhaço usa o nariz para expor tudo o que é, deixando a preocupação de não ser aceito de lado, amando ser oq é e por isso, sendo amado. Afinal, quantos de nós nos preocupamos em brincar, falar algo, agir de certa forma e não ser aceito? O palhaço é o unico que está livre de preconceitos, que pode agir como lhe der na telha. O nariz é a menor máscara, mas nunca esconde - e humildemente retoma - talvez seja por ser a menor máscara, não sei.

O espetáculo dirigido por Pepe, De Malas prontas, se apresenta hoje, dia 25 de Maio, as 20h, no Teatro Rondon Pacheco. A peça usa de técnicas da arte do clown sem que pra isso precise usar o nariz vermelho. Nem todos que usam um nariz são palhaços, muitos não usam e não sabem q são - diz Pepe ao citar o clown enquanto profissão. De malas Prontas é minha indicação, sem chances de frustrações. A entrada é franca e os ingressos serão distribuídos a partir das 12h.
Vou buscar o meu.

O ofício do Clown/Palhaço reside na liberdade de permitir-se ser o que verdadeiramente se é, e de fazer os outros espelharem-se e rirem de si mesmos na confiança de estar rindo do Palhaço. E isso, requer uma grande coragem. É um exercício de generosidade e risco, às vezes difícil, penoso e doloroso, mas sempre libertador, pois, se provocar o riso é à base da profissão, ativar o pensamento é a ambição e o fim. (Pepe Nunez)

[essa postagem tb pode ser vista em www.idearium.com.br]

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Requiem para um sonho

requiem (palavra latina)
s. m.
1. Parte do ofício de defuntos que começa por esta palavra.
2. Música sobre esse ofício.
3. Descanso, repouso.

Mais um daqueles filmes que ficaram anos na minha lista e por alguma razão que não consigo mesmo explicar, nunca havia assistido, mas devia tê-lo há tempos. Requiem para um sonho, do diretor Darren Aronofsky, e do igualmente profundo, mas ininteligível, Fonte da Vida, mostra aqui a decadência dos vício, seja ele qual for. O começo, com aqueles personagens cheios de sonhos, não dá pra perceber que o final de todos ali seria trágico. Escravos, até o ápice do deleite e da felicidade almejada apenas pelas drogas. Requiem para um sonho é um filme pesado, dificilmente você irá sorrir, mesmo nos momentos sarcásticos. Traz consigo a trilha sonora de Clint Mansell, que por ironia ou simplesmente beleza, já conhecia, talvez vc tb. Os planos de filmagem são rapidos, dentro de uma mesma cena obeservamos tudo de diversos angulos. O fato que ocorre em tal cena pode ser rapido, lento, tragico ou belo, mas sempre traz a impressão que já estamos vendo o longa a mais de 3 horas, ao mesmo tempo que q as imagens chocantes preenchem nossoas mentes e nossa alma se torna triste, pesada, como a história do filme. Estratégia de diretor que sabe se apropriar de suas percepções, um roteiro não basta, é preciso acreditar, é preciso se envolver, e difilmente você não se envolverá aqui.
Filme recomendado a todo filhinho de papai ou intelectual de tijela, que acha q precisa trancender esperitualmente com um trago de marijuana [pra nao comentar as subsequentes]. Hj é vc quem está tragando, amanha, ela q te traga.

ps: 24h depois de fazer esse post, o reli. Desculpem, a congruência está péssima. >< Prometo melhores.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Frankenweenie - 1984

Tim Burton filmará um remake do curta Frankenweenie, rodado na década de 80 quando ainda trabalhava para a Walt Disney. O novo curta, ou longa, não se sabe, será filmado em stop motion e personagens de massinha, como de praxe.

Frankenweenie é uma releitura da obra de Mary Shelley onde um homem, desejando extinguir a morte e a tristeza trazida desta, faz um experimento cientifico, trazendo um morto a vida que, no final, mais se parece um monstro. Em Frankenweenie, um garotinho perde seu cachorro atropelado e, ao realizar o mesmo procedimento de Frankeinstein, devolve a vida ao cão que acaba se tornando um cão-monstro, terror da vizinhança. O filme, apesar do tema assustador, é leve [walt disney - tema infantil - tim burton se ateve aos horrores comuns seus], irônico e cheio de referências da obra de Mary Shalley. As atuações ficam por conta de atores excêntricos como Shelley Duvall [O Iluminado], Daniel Stern [um dos ladrões de Esqueceram de Mim] e Barret Oliver [A História sem Fim]. É ótima a frase que a mãe de Victor [Oliver] diz sobre a proeza do menino - Nosso filho fez o melhor projeto de ciências deste ano. Também é engraçadíssimo ver a caracterização de Sparky [o cão] como cachorro monstro, cheio de costuras e parafusos.
O curta pode ser visto no youtube, em inglês, em 3 partes.

parte 1 | parte 2 | parte 3

Reparem na semelhança da cena em que o cachorro é perseguido pela vizinha com a cena de Edward Mãos de Tesoura [1990], em que também é perseguido pela vizinhança enfurecida. Reparem no portão de gradil q se abre dando passagem a população e no edifício ao fundo, no alto de uma colina, que se torna o ambiente da tragédia final, seguida de arrependimentos e tristeza dos envolvidos. Tim Burton parece q já tinha tdo planejado pra fazer meu filme predileto.

Aqui um vídeo de Tim, falando da nova produção:

FRANKENWEENIE - TIM BURTON from Gabriela Mallaco on Vimeo.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

O Escafandro e a Borboleta


Existem duas coisas que não estão paralizadas em mim: minha imaginação e minha memória.
Minha imaginação e minha memória eram as duas únicas maneiras de poder escapar do meu escafandro. Eu podia imaginar qualquer coisa, qualquer um, qualquer lugar.

O Escafandro e a Borboleta é um filme francês, premiado com o globo de ouro de melhor filme estrangeiro e melhor direção, também ganhador do Grande Premio Técnico de Cannes, entre muitos outros. O filme tenta transcrever a história do ex-redator da revista francesa Elle, Jean-Dominique Bauby, através de sua ultima publicação literária quando, após um derrame, vê-se preso a seu corpo, paralisado, consequencia de uma doença rara chamada locked in.
O que impressiona durante todo o longa é a fotografia de Janusz Kaminski que nos coloca paralelo ao personagem, nos dando o prazer [ou o desprazer] de enxergarmos a realidade vivida por Jean-Do. A narrativa construída aos poucos não nos conta imediatamente tudo oq se trata. Conhecemos os fatos na mesma linha temporal que o personagem principal, que vai se lembrando dos acontecimentos , analisando sua vida até que enfim, possamos conhecê-lo, totalmente. É aqui que o filme nos emociona. Em nenhum momento Jean-Do se passa como um coitado digno dos nossos pezares. A sensação é de um homem [leia-se homem], carnal, contraditório e belo. Como o ser humano é. Sem rodeios. O longa consegue fazer perceber todas as contradições necessárias sem que com isso nos distanciemos do personagem principal, pelo contrario, conseguimos nos identificar, ora, por demais:

Hoje, sinto que minha vida é uma série de frustrações. Mulheres que não fui capaz de amar...oportunidades que não soube avaliar...momentos de felicidade que deixei escapar. Uma corrida cujo resultado eu conhecia de antemão mas falhei em escolher o vencedor. Tenho sido cego e surdo ou o duro golpe me fez descobrir a minha verdadeira natureza?

Entrar na mente de Jean-Dominique Bauby é se relacionar com nossas próprias frustrações, reviver nossas próprias lembranças, é articular alguma forma de nos desprendrer do nosso escafandro, de encontramos a nossa borboleteta. O ex-redator da revista Elle, morreu 10 dias após a publicação do seu livro, escrito no hospital através de um método desenvolvido por sua fonoaudióloga onde Jean-Do cita cada letra com o piscar de um olho.

Através da cortina em fiapos, um tênue brilho anuncia o raiar do dia. Meus calcanhares doem, minha cabeça pesa uma tonelada, todo o meu corpo está encerrado em uma espécie de escafandro. Minha tarefa agora é escrever as inertes anotações de viagem de um náufrago nas praias da solidão.
Originalmente este Hospital Naval foi uma casa para crianças com tuberculose. No corredor principal tem um busto de mármore branco da Imperatriz Eugénie, esposa de Napoleão III, patrono do hospital, que o visitava com freqüência. Havia uma vasta fazenda, uma escola e um lugar onde supostamente o grande Diaghilev ensaiou seus balés russos. Dizem que foi aqui que Nijinsky deu seu famoso salto erguendo-se a 3 metros do chão. Ninguém mais salta aqui. Hoje em dia só há velhos e fracos, ou como eu, estáticos e mudos. Um batalhão de alejados.


Não há de se falar muito para um filme que é perfeito, do início ao fim.

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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Cineclube da Esquina [ o cinema vai às compras]


Inaugurou hoje o projeto Cineclube de Esquina o qual irá apresentar esporadicamente filmes, de graça, no pátio do recém reformado Mercado Municipal de Uberlândia. O filme foi O Tapete Vermelho, o primeiro de muitos longas brasileiros e independentes que o projeto se propõe a divulgar. O filme retrata a zona rural, suas paisagens, o folclore e ingenuidade daqueles (jecas) que conhecem a cidade somente por lendas. Matheus Nachtergaele faz uma interpretação claramente em homenagem a Mazzaropi, quem em O tapete Vermelho, tem seus filmes perseguidos por Quinzinho (Nachtergaele) afim de cumprir uma antiga promessa.
O filme traz discussões homem-cidade, cidade-cultura e cultura-sociedade. Demonstra como os antigos cinemas das cidades rurais foram se definhando a ponto de se tornarem centros comerciais, igrejas dentre outros, escancarando a forma como a cultura é deixada de lado, vista como menos importante e sem dúvida, mais fácil de ser extinta. Mesmo com sua despretenção, é um filme que se propõe mais do que um simples entretenimento, instiga a reflexão cultural do Brasil, um país com sede de cultura sem poder saciá-la por completo (lembrem-se q Araguari não tem cinema), tendo esse o principal objetivo, fazendo desse longa grandioso mesmo diante suas falhas de direção.
É uma pena que um projeto como este (o Cineblube da Esquina) não acontece nos bairros periféricos da cidade, se tornando mais um evento Cult* freqüentado pelas mesmas pessoas, atingindo o mesmo público, em geral, que poderiam ter livre acesso a obras como esta, principalmente devido as facilidades da internet e da informação global. Afinal, mesmo que seja um evento cultural, de importância cultural (não a retiro) e belo, ele atinge seu alvo completo quando oq se vê é sempre a mesma realidade pop jovem intelectual? Gostaria de ver essa tela rodando pela cidade e poder ouvir as risadas q ouvi hj de uma população que, de fato, anseia por cultura.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Frankenstein de Mary Shelley

Quisera eu mesma escrever uma história, que despertasse um medo inominável, levantando um horror sem tamanho. História essa que não deixasse o leitor olhar a sua volta, congelasse o seu sangue e fizesse seu coração disparar. [Mary Shalley]

Acabei de assistir a esse filme que há muito tenho ouvido falar. Estava na minha lista mas por não conseguir achá-lo fácil nas locadoras lá ficou até que eu o conseguisse pelos bons amigos da internet. Confesso que Franheinstein pra mim sempre soou como uma história de terror bobinha, sobre um monstrão de parafusos no pescoço, inofenssível e de bom coração. Mas também sabia que sua história original foi modificada durante os anos e que o verdadeiro conto de terror escrito pela jovem Mary Shalley no fim do séc XVIII (parece q ela tinha apenas 18 anos) era bem mais aterrorizante. Pra quem deseja saber da história, o mais próximo possível da verdadeira, esse é o filme. Se bem que creio q o livro venha calhar melhor, sempre.
Frankenstein de Mary Shelley me soou um pouco exautivo, principalmente no começo. A obra não segue fluidamente, contendo cortes repentinos e fatos irregulares cronologicamente. A trilha sonora força um pouco a barra tentando manter sempre o tom de terror e aflição do filme, mesmo que tenha partes que necessariamente não precisem e que certamente cairiam melhor uma trilha que amenizassem as sequentes palpitações de um coração sadio. A trilha sempre em clímax faz parecer que o filme está sempre próximo ao fim, nos exausta antes mesmo do melhor que tem a ofercer - o final. Sim, é no fim do longa que o horror que Mary Shalley tanto buscou se concretiza. No restante do filme a personalidade do monstro é contraditória, sua personalidade nunca é clara muito menos suas motivações - coisas que descobri estarem presentes mesmo no livro. Ao fim de duas horas de projeção o horror se torna carnívoro, real, triste, pesado - saltavam-me palavras como "que horror", "que horror"...(era só isso que conseguia falar mesmo)
Não sei se o filme poderia ser melhor (acho q sim) e não sei se alguem o faria melhor depois de tantas adaptações. O certo é que finalmente um filme consegue reviver o terror de Frankeinstaein, mostrando-nos, em paralelo, os anseios duma sociedade que vive o começo dos avanços científicos e teme por eles. Um temor, que para nós que já vivemos tais avanços, pode parecer bobo, ingênio, assim como parece o monstro de Frankeinstein algumas vezes, mas que acima de tudo retrata a História, da forma mais interessante que há para se contar - fazando-a parecer sobrenatural.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Coraline e o Mundo Secreto


Sem qualquer pretensão fui assistir a esse filme que está bombando no cinemais 3D aqui de Uberlândia. Nem sabia eu que veria a obra do diretor de uma das mais perfeitas animações do cinema, estou falando de O Mundo de Jack, do diretor Henry Selick. Poisé, como muitos pensam, Tim Burton somente produziu o filme assim como em outras obras q muitos atribuem a ele. (oq não tira seus créditos de ótimo produtor, diretor, roteirista, ect). Tenho enorme afeição por produções em stop motion e sempre q posso pesquiso sobre novos trabalhos nessa técnica e morro de vontade de ver antigos trabalhos de Ladislau Starevicz, Jorge Pal, entre outros pioneiros do estilo. Porém, oq mais me fascina no stop motion é aquilo que precedeu seu surgimento: a necessidade de se realizar no cinema cenas sobrenaturais. A típica faca que percorre um cômodo sozinha.
A partir disso, o stop motion vem seguindo o rumo em q começou, logico q também usado em inumeros e diversos outros gêneros de filme, mas os q continuam nos surpreendendo são os filmes fantasiosos, com um tok sobrenetual e horror.
Nesse sentido, Coraline e o Mundo Secreto tem um enredo q fascina tanto adultos quanto crianças e demonstra q ambos podem e devem se submeter ao medo, que nessa obra foi muito bem dosado, apesar de haver horas q meu coração realmente palpitou como a muito não fazia. Toda a produção de arte, fotografia desempenham a tarefa de nos mostrar os dois mundos de Coraline, o real com cores geladas e uma paisagem que remete um inverno rigoroso esfumaçado e cinza em contraponto ao mundo secreto, de cores vivas e primavera. Algo parecido com oq é feito em A Noiva Cadáver, onde a beleza está naquilo em q na nossa mente é o mais obscuro ou sobrenatural.
Não contando com aqueles, muitas vezes chatos, numeros musicais, Coraline me prendeu a sua história até o ultimo momento, a harmonia da produção satisfaz até mesmo na sua versão 3D, sem exageros, mesclando momentos de beleza (como os passarinhos e camundongos q chegam até vc) e de suto (como os tenebros momentos em q personagens parecem sair de seu ombro), sem falar da linguagem moderna dos personagens obtidos pelos moderninhos cortes de cabelo, unhas pintadas de azul, botas, sweters e uma charmosa pinta a la Cindy Crowford.

Uma beleza de filme.

ps:Lucas, realmente depois dos créditos existe uma cena extra dos bastidores da produção. Perdemos. =/

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

LOST.05x06

Lost sua série fdp!!!

Eu não tava escrevendo sobre a série desde q começou a 5ª temporada, mas acho q vou passar a dar destaque a ela por aqui. Não importa oq falem. Lost é a melhor série do século xxi! Afinal, os caras provaram e ainda provam q não é um roteiro fadado a um desfecho previsível, muito menos indegustável.

Do 6º episódio as perguntas q não me deixarão dormir essa noite:

-O que aconteceu com Aaron? Pq a Kate teria tanta vergonha de falar?
-O que fez o Sayd voltar algemado pro avião?
-E o Ben todo ensanguentado naquele porto? Não é onde ele encontraria o meu Brotha preferido, o Desmond? Será q ele cumpriu a promessa de matar a filha do Widmore?
-Seria o avião a única maneira de voltar pra Ilha, aquela mulher ja n havia estado na ilha antes? eu lembro dela!
-E as outras pessoas q estavam no vôo?
- Jim vestindo o uniforme da Dharma? Será q a Ilha parou no tempo de vez!?

Miseráveis!

Redrum! Redrum!

Nunca me fascinaram os filmes de terror. Não que eu morria de medo, não conseguia dormir, nada disso. Justamente pq eles n me faziam acreditar. Gostava mais dos de suspense, os que faziam seu coração subir pela boca a ponto de vc necessitar instantaneamente de agua sem q ao menos tivesse ânimo para bebê-la.

Caiu de subito na minha sala O Iluminado do Kubrick, mais um desses acontecimentos q rolam qndo meu irmão aluga um filme e eu n consigo ser tão indelicada a ponto de não ver. Estava lá, eu, depois do almoço, vendo um filme antigaço...com sono e preguiça. Penso que esses foram os motivos pra q eu não entrasse no "clima" do filme logo de imediato, coisa q sempre tento fazer a fim de entrar em catarse por alguns segundos, me envolver e esquecer que vivo num mundo tão real. Independente da situação, me vi ali naquele garotinho numa foto que tenho perto dos meus 4 anos em que eu tinha o mesmo corte de cabelo. Percebi q meu dialago com o classico do terror não estava nos horrores q ele iria me passar mas naquilo q eu, passadas cenas de imenso embrulho estomacal poderia sentir. Nesse ponto adimiro muito Kubrick por sua pessoalidade*, de colocar na tela oq acredita e q talvez só ele entenda mas que também nos oferece total liberdade de interpretação e reflexão. No cado de O Iluminado, não bastasse as incríveis atuações (vi um boato que a atriz Shelley Duvall rodou uma cena 127 vezes para q chegasse do jeito q Kubrick qria!), os diálogos e a transformação dos personagens nos pegam de jeito a ponto de olharmos para o lado e sentir o estranho receio do q a pessoa próxima a vc é capaz ou se vc realmente a conhece de verdade. Conversando com um amigo, ele disse "qndo a gnt acredita muito, a pessoas passam a acreditar". Eis Kubrik, o cara q t deixa literalmente de testa enrugada.

Ah, quanto ao garotinho Danny Loyd, nunca mais fez filme algum! A mãe dele deve ter morrido de remorso. Daria tdo pra estar no set.
Olha a cara do moço hoje em dia:


"Tony is my friend, he lives in my mouth."

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O Curioso caso de Benjamin Button

Faz tempo que assisti ao Curioso caso de Benjamin Button, mas, na real (gíria q eu n sei de onde veio nesse momento), teria pouco a dizer. O filme tem uma direção legal, efeitos visuais legais, uma história q apesar de extremamente linear (no sentido de não haver um climax), te prende, oq n deixa q o filme se torne cansativo e uma direção, q apesar de falhas imperdoáveis, merece aplausos.
Mas pelo amor de Deus! Uma velha no abismo da morte contando a história secreta de seu passado? Não, não. Pra sua filha? Espera, espera, ela tem um diário!? E como ela n sabe q a mãe era dançarina se existe uma cena em q ela está na escola de dança da mãe!?

ai, eu realmente estou piorando a cada post.

Mas só resolvi falar desse filme pq tenho lido algumas coisas sobre sua semelhança com Forest Gump, q tem o mesmo roteirista de O curioso caso... Achei um video legal q demonstra isso e esse é o motivo pra esse filme ter um lugar aqui no blog.



terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Apenas Uma Vez


Já faz algumas semanas que vi esse filme e durante meu trabalho na solitaria e vazia ufu em periodo de férias tenho colocado o filme pra rodar enquanto faço as fichas de inventário. Cheguei a uma conclusão, o belo filme q começou bem minha lista de 2009 poderia ser facilmente vendido em cd.
Falando basicamente do roteiro do filme. Um rapaz toca violão nas ruas de Dublin nos seus tempos livres do trabalho como consertador de aspiradores de pó. Uma noite uma garota se encanta com a musica e a voz do rapaz e a partir de então passa a segui-lo até q os dois se tornem parceiros de musica, oq os unem de uma maneira inesperada mas excepcional.

O filme, filmado em poucos dias (se n me engano, 15) tem como atores os musicos Glen Hansard e Marketa Irglova, que apesar de não serem atores desenpenham seus papeis a ponto de aflorar a minha inveja. No filme, eles são apenas apresentados por suas caracteristicas e em nenhum momento são falados seus nomes. É aqui onde começa a minha identificação com o filme. Assim como em Antes de Amanhecer, o roteiro é simples e se lido, provavelmente não teria o mesmo impacto que visto. Nesse caso Apenas uma Vez se mostra um filme extremamente inteligente, intuitivo, auditivo e visual. Foram inúmeras as vezes q me emocionei por um simples olhar, uma frase, um gesto, pelas musicas que cantadas, transformam a cena da calmaria ao ápice da lamúria.
Filmado com câmera digital, nos encontramos no filme como quem estivesse a metros de distancia da cena e a todo momento nos vemos tentando trancrever o que se passa. Apesar de parecer um musical o filme trata a musica de forma simples tratando esta apenas como o fator de união entre o casal, oq não q essas cenas deixam de ser belíssimas. No mais, o filme é uma ótima opção pros editores de filmes caseiros e aspirantes a diretores, mostrando que uma camera digital, pouca verba e talento foram uma ótima mistura.
Pena que n encontrei nenhuma cena no youtube, mas coloquei a musica Falling Slowly na minha Playlist, musica que ganhou melhor canção original no Oscar.

Bom, gosatria de discutur mais sobre esse filme..mas sua complexidade (em sua simplicidade) me deixa atordoada demais pra escrever tdo aqui. Acho q é o pior post de filme q já fiz.
Vou melhorando. Espero q alguem veja e venha falar comigo sobre.

Aqui o Trailer.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Across The Universe


Chato.

Infezlimente o filme não superou as minhas expectativas. Afinal, é um filme tão badaladinho. Mas já era de se esperar, estruturar um filme inteiro pra q ele se encaixe nas melhores canções dos Beattles não é tarefa fácil. Por ser um musical já esperava o tom cansativo que só Moulin Rouje conseguiu superar dentre os musicais contemporaneos.
Across The Universe tem um roteiro muito fraco, previsível, as diversas cenas musicais não se encaixam na estrutura do filme como um todo e passados 60 min do longa vc já não sabe o q veio antes, teme pelo oq pode vir depois, te trazendo uma vontade enormeeee de passar algumas cenas pra chegar logo no final. Tá, posso estar sendo dura. Mas o filme ganha muito na direção de arte, a maioria das cenas cantada são otimas, bem feitas, criativas e muitas delas se tornarnam (ao meu ver) otimas versões contemporaneas dos clássicos dos Beatlles. Muitas delas ganham um enfoque diferente como Strawberry Filds Forever, I wanna Hold your Hand e I Want you/She is so heavy. Além do mais, todos os atores cantam muito bem, pena que alguns poderiam ser totaalmente dispensáveis e outros melhor trabalhados. É uma pena que o filme se torne um amarrado de clipes legais entre espaços enjuativos. Mas vale a pena ver, afinal, ouvir Beattles é sempre muito bom.