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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Fim

Pensei que não ia acabar nunca, que não ia conseguir, chorei, ri, suei, acreditei em algo que nem sabia o que era ainda. Meu sorriso não se limita apenas a uma nota boa e elogios, mas na compreensão que tive do que é ser uma arquiteta. Algo que somente consegui entender nesses 365 dias junto ao TFG. Sou arquiteta como achei que não poderia ser nos primeiros anos de curso.
Nesse 1 ano, vi que arquitetura não estava em frases bonitas, em citações de grandes gênios mas na capacidade que temos de observar a nossa volta, de relacionar tudo que gostamos, sentimos e sofremos. Tudo é arquitetura. Planejamos para sobreviver e tratamos nosso próprio corpo como um projeto a perdurar o máximo de tempo possível. Arquitetura é enxergar os detalhes e não se vislumbrar com um forma indecifrável. A forma não vem antes de tudo isso. O que vem antes da arquitetura?Nós sempre aprendemos, durante e depois da idéia primeira, que projetar é buscar soluções e acreditamos que arquitetura é isso, algo legal que vira um problema a ser solucionado. Depois vem o "ufa acabou". Vi a arquitetura assim por muito tempo.

Não tenho mais medo de fazer de um projeto a minha diversão, e ao mesmo tempo tratá-lo com a seriedade merecida, um jogo pode ser sério na medida exata. Até para ser arquiteto existe uma medida exata, mas não se engane, os níveis desse copo podem ser diferentes de pessoa para pessoa, e nesse caso, não há problema nenhum se a medida correta transbordar.

Se existe um lugar onde a arquitetura deve estar, é sobre uma linha tênue entre o racional e engraçado, o sério e o divertido, com o todo direito de ser prazeirosa, sempre.

Lineu - Caixa-Parasita para um cinema itinerante
ilimitado, incompleto e inacabado, como deve ser.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Caixa-Parasita para um Cinema Itinerante


A cidade se agitava com a chegada daquilo que nem sabia-se o que era. Algo que estranhava o olhar de muitos moradores daquela cidadezinha. Logo, amontoaram-se os curiosos para ver o caminhão descarregar. Nele havia algo escrito, alguma coisa e o nome “cinema”. Qual o que? Cinema, para muitos, não era.
Lonas dobradas foram sendo retiradas uma a uma do caminhão. Foram esparramadas sobre o gramado do campinho de futebol da praça. Naquela manhã, os garotos não jogaram a pelada das manhãs, mas se contentaram em observar e apostar um com os outros o que era aquilo que havia chegado na cidade. “É um circo, certeza que é um circo!” - um dos garotos gritou afobado certo de que, como primeiro a dar o palpite, ganhara a aposta. “Circo? Não é circo! Você já viu circo quadrado?” - retrucaram. E continuaram as especulações, atentos a cada manejo dado pelos operadores. “Mas cinema....não é.”
Retiraram um motor de uma caixa e inflaram três balões que logo subiram alto, tirando a atenção do asfalto cor de terra. As crianças e os demais ociosos olhavam fixo o céu para ver o movimento engraçado dos balões.
Depois dos balões, os operários repetiram o processo com as lonas que até então, para mim, pareciam estar apenas esparramadas na grama.
Como se ganhasse vida, um prédio foi subindo, subindo, subindo, subindo, subindo, subindo, subindo, subindo, subindo, subindo... Ficamos por horas vendo ele subir e se erguer como se quisesse abraçar todo seu redor. Os tubos que balançavam nos cantos do seu teto tremiam como se a minhocas escondidas nos buracos daquela grama também tivessem inflado e em vigança, resolvido agitar toda a cidade.
Algumas crianças chegaram mesmo a acreditar que o cinema sairia voando se um engraçadinho qualquer resolvesse cortar as cordas que o prendiam no chão. Mas ningguém queria ver o cinema indo embora.
Ele foi.
A cidade voltou a se aquetar, os garotos tiveram seu campinho de volta e os olhares retornaram ao asfalto cor de terra.
Em uma semana vi um prédio sendo enchido como bóia e como se eu estivesse mesmo boiando, assisti cinema pela primeira vez.

Relato de Junho de 2010.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Você pode ver estrelas em uma sala de cinema?


Qual a diferença entre assistir um filme dentro de uma sala de cinema ou em outro espaço, como ao ar livre?

São muitas as iniciativas que tentam tirar o cinema uberlândense das mãos monopolizadoras dos cinemas multiplex, localizados dentro de center shoppings. Os cineclubes já ocupam um lugar de destaque no cenário que abrange o audiovisual na cidade. Cinema em museus, praças, no mercado mucicipal, universidades, todo evento fora de um shopping center, e que instigue uma nova experi}ência em assistir um filme, é válido.

Um projeto que já existe há algum tempo é o "Cinemauê - o cinema educa? educa!" o qual busca o enriquecimento do aprendizado universitário por meio de uma experiência diferente. Durante todo semestre do ano passado, foram realizadas sessões nos anfiteatros dos Blocos Y e 3M, com um público médio de 20 pessoas, entre professores, alunos e interessados.

A nova proposta do projeto, agora, é a realização das próximas sessões de Cinema em espaços abertos, em que iremos explorar uma nova percepção através do lugar e ao mesmo tempo aumentar o numero de participantes uma vez o cinema permeará um espaço de fluxo freqüente, público e de fácil acesso: Espaços abertos da universidade!

O primeiro local é o terraço coberto do bloco 5O, aquele ainda para terminar, ao lado do bloco 3Q e que tem uma vista espetacular da Av. Jão Naves e Segismundo Pereira, além de uma visão noturna privilegiada da Biblioteca do Campus Santa Mônica.
Pois então! Leve o seu banquinho e aproveite essa nova experiência, pois essa você não consiguirá ter em uma sala do Cinemais!

10/06 Quinta-feira
21:38h

Curta inicial: Pela primeira Vez, Octavio Cortazar, Cuba, 1967.

Filme: Documentário "1958 . O ano em que o mundo descobriu o Brasil"


Realização:
Cinemauê, Cine Bar e Goma.

Apoio: Dalau (dir. acadêmico arquitetura e urbanismo), Zapi Impermeabilizantes, Supermercado Real, Café Cajubá!

[este post tb pode ser visto em www.idearium.com.br]

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

E vc? Se lembra qndo foi ao cinema pela primeira vez?

Raquel diz:
ai paulinha, que coisa linda de se ver? ja pensou na resposta das pessoas hj o que o cinema vc já foi? mesmo com televisão ? aqui em sacra acho q deve ter muitaaaaaaaaaaaaaaaa gente ainda q não viu! muita mesmo, eu mesma fui no cinema velhinha ahahah me lembro q aos quatorze qd fui na praia com minha madrinha eu queria ir ver mafalda lembro do cartaz era uma meninha... ai nao fui...
(Raquel Beatriz Silva, 26 anos, natural de Sacramento – MG)

____________

paulinha diz:
com qntos anos vc foi ao cinema pela 1x?
Emilliano Freitas... diz:
com uns 05, eu assisti o casamento dos trapalhões...acho q era uns 05, pelas minhas lembranças da casa onde morava. lá em tupaciguara o cinema só funcionava d vez em quando na época q eu era criança qd lançavam filmes abriam pra gente ir ver.
paulinha diz:
humnmm
Emilliano Freitas... diz:
o segundo filme q eu vi foi lua de cristal! nossa, eu tenho essas lembranças direitinho...que doido
paulinha diz:
poiseh, eu nem lembro
Emilliano Freitas... diz:
mas esse lance das pessoas não saberem a primeira vez, é pq aqui em udi sempre tiveram acesso... tipo lá em tupaciguara, era uma festa danada. é muito estranho eu lembrar.
(Emilliano Freitas, 26 anos, natural de Tupaciguara – MG)

___________

Emilliano Freitas... diz:
c lembra da sua primeira vez? tô ajudando ela
Muriel - Qual é o Premio Lombardi? diz:
Eu me lembro sim...tinha uns 8 anos... no cine vitória
Emilliano Freitas... diz:
qual filme?
Muriel - Qual é o Premio Lombardi? diz:
fui ver um filme do Arnold &&¨%*&%¨&... acho que o exterminador do Futuro...o primeiro...ou outro dele...era de ação...foi um dos primeiros filmes dele
Emilliano Freitas... diz:
o exterminador do futuro q ele saía pelado e vc com 8 anos no cinema? Kkkkkkkkkkkkkk
Muriel - Qual é o Premio Lombardi? diz:
eu amei... porque achava aquilo coisa de outro mundo
(Muriel Costa Moura, 26 anos, natural de Tupaciguara –MG)

Aguardo respostas!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Pneuworld








As vezes, esse TFG parece ser uma grande brincadeira.


domingo, 29 de novembro de 2009

Um resumão - as lentes já estão mais nítidas

No meu último atendimento, minha orientadora me passou a tarefa de escrever a introdução da minha monografia, pois quem sabe, resumindo o meu desejo no trabalho, as coisas não poderiam ficar mais claras para mim. Eu fiz e de fato ficou. Então, posto aqui a minha introdução que, provavelmentte, terá modificações, mas que por enquanto, resume bem a idéia.

Introdução ou Seja Bem Vindo:

Em 1967, o diretor cubano Octavio Cortazar produziu um curta-metragem de 10 minutos que mostrava o trabalho de dois homens também cubanos que, equipados com um caminhão, um projetor 16mm e um gerador 2kW, viajaram por vilarejos remotos de Cuba exibindo sessões de cinema. O curta “Pela Primeira Vez” mostra a chegada desse trabalho no vilarejo de “Los Mulos” onde, em 12 de Abril de 1967, cerca de cem pessoas viram um filme pela primeira vez.

Atualmente, curtas como este de Cortazar – que mostram a chegada de instalações itinerantes culturais em localidades remotas - podem ser vistos facilmente em sites da internet. Apesar das diferenças sócio-econômico e culturais que distinguem cada país, a atualidade presente em “Pela Primeira Vez” nos atenta ao assunto ao percebermos que, de 1967 ao corrente ano de 2009, ainda existem pessoas, em diversos cantos do Brasil e do mundo que também nunca foram à um cinema. Em 2001, vários foram os jornais que divulgaram dados lançados pelo IBGE e que diziam ter o Brasil apenas 8% de seus municípios providos de um cinema. Assim, junto ao estigma atribuído à este meio cultural por aqueles que nunca o tiveram acesso, crescem os projetos culturais que buscam levar a exibição de filmes a estas pessoas, reconstruindo, mesmo com equipamentos aquém, o ambiente da sala de cinema. Tais projetos normalmente contam com uma estrutura bem simples. São compostos apenas pelo equipamento de projeção, uma tela, quando muito, cadeiras e coberturas, sendo normalmente sustentados por meio de patrocínios e/ou leis de incentivo municipais e estaduais.

Assim, a idéia de fazer um cinema itinerante como tema de trabalho final de graduação veio desses primeiros dados, das conseqüentes inquietações que fizeram compreender e amadurecer a idéia e da subjetividade menina-atriz, a qual é inerente a este trabalho e que também o caracterizará e o diferenciará dos outros trabalhos existentes ou que possam vir a existir neste mesmo tema. O trabalho, portanto, busca compreender, interpretar e transformar todos os dados - pré-existentes concretos e relativos/subjetivos - na busca da fundamentação para solução dos problemas pertinentes ao tema escolhido. É importante salientar que devido a peculiaridade itinerante do tema, a compilação das informações pré-existentes não envolve um entorno urbano específico e por isso este não pode ser analisado formalmente de antemão. As interpretações e relações formais urbanas, neste caso, acontecerão a posteriori, ou seja, na real viabilização do projeto. O que se busca aqui é um edifício, objeto de apropriação do espaço urbano e seus acontecimentos. O que não se busca é um edifício que determinará seu uso único, usuários únicos ou uma apropriação específica. Deve ser fruto do descontrole inerente ao espaço público, servindo apenas de suporte para o episódio proposto, neste caso, o cinema.

Na identificação das diretrizes de ordenação do trabalho, o conceito se apoiou em três principais pontos: o cinema e sua relação com o espaço urbano; o objeto arquitetônico como elemento de movimentação de um espaço; e a itinerância como pressuposto para busca das soluções técnicas.

O primeiro ponto, “o cinema e sua relação com o espaço urbano”, busca suprir a falta de informação de um entorno urbano específico, analisando assim, a relação do edifício de cinema com o espaço urbano público em geral, suas transformações, comparando seus diferentes momentos até o tempo atual. Uma reflexão que não adentra profundamente as informações históricas da atividade cinematográfica, mas segue enquanto subsídio que é de fato necessário para a conceituação da proposta.

O segundo ponto, “o objeto arquitetônico como elemento de movimentação de um espaço”, busca compreender uma relação de antemão observada - e apoiada principalmente na descrição de Calvino para a cidade de Sofrônia em “As Cidades Invisíveis”- entre o edifício/objeto provisório e a conseqüente agitação trazida consigo no local em que se encontra. Para isso, toma-se o circo e as cidades instantâneas do grupo archigram como referências de análise.

O terceiro ponto, “a itinerância como pressuposto para busca das soluções técnicas”, procura considerar as definições relativas às limitações, buscando a solução que melhor se adéqüe a flexibilidade intrínseca ao tema e também exigida pelo programa. São pesquisados aqui técnicas de construção, materiais e alternativas tecnológicas que ajudem na elaboração de um desenho que melhor responda as especificidades da proposta, tendo sempre em mente que recorrer à exclusão do problema é se conformar com a alternativa mais simples e fácil, e não a melhor e inovadora.

Por fim, o projeto apresentado como estudo preliminar, é fruto de uma reflexão pessoal, embasada em dados tanto conhecidos quanto imaginados e nas referências que surgiram nesse processo, tanto nessa primeira etapa de apresentação do trabalho como em todo o período de graduação. Não busca ser solução de um problema social, muito menos seguir definições saudosistas. É, sim, mais circunstancial do que ideal.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Desabafo de TFG! ..faltam menos de 2 meses

Ahhhhhhh, preciso desabafar! Aquela sensação de que tudo vai dar errado chegou. O significado ironico que alguns colegas interpretam a sigla TFG - como Transtorno Final de Graduação - parece fazer sentido agora.

Li um monte, pesquisei um monte, vi um monte de projeto, pensei um monte no meu..e agora? Como coloco isso tudo no papel. Essa não parecia uma tarefa tão dificil pra quem é acostumada a escrever (mesmo que baboseiras) em um blog.
Fazer os pontos de ligação, relacionar os conceitos, culminar tudo isso em projeto...Oh Ceus! Nao qro ser mais arquiteta....vou rumo ao meu movie star dream! To indo!

¬¬ desculpem, exagerei.

Eu sei q vai dar certo, pq no final tudo dá. To adorando pesqusar tudo, estou me encontrando cada vez mais na arquitetura..no trabalho com pequenas partes, a questão cenografica que tanto me atrai. Estou descobrindo novos gostos, experimentando o fazer projetual meio que atropelado nesses 5 anos de curso. Está sendo bom...é...está sendo.

O trabalho se introduz da mesma forma que se introduziu a mim, com fontes de daods sobre cinema. Os numeros, aqueles que demonstram o cinema no Brasil, que cresce em publico e diminue em salas. Que segrega qndo se localiza em shoppings centers, o edificio que perde a relação com a rua, com as experiencias urbanas, com a moça que vende doces, o pipoqueiro, as crianças que pedem balas, os conhecidos...as praças...os restaurantes, os semáforos, as buzinas, as luzes, a vida urbana.
O cinema no meu trabalho é relacionado com este espaço urbano, publico, a rua e sua agitação. Longe das historinhas de cinema, o projeto busca oq é necessário, e pra mim, é o local que trabalho (trabalhos enquanto arquitetos): a cidade.
Nesse aspecto, a estrutura itinerante no meu TFG relaciona o físico, concreto, o edifício-estrutura enquanto material de agitação e movimentação de um espaço, tendo assim, como principais pontos de marração, a essência da cidade como um conjunto de experimentações, mais do que sua estrutura física. Afinal, se não fosse a movimentação da cidade, as relações entre as pessoas, os serviços prestados umas as outras, a cidade não precisaria de uma estrutura física tão organizada. Será? Sei lá.

Continuando...

Dessa forma, pensando na estrutura itinerante enquanto movimentação de um espaço e de transformação de uma rotina pacata, que o meu projeto se apoiará. Para isso, tomo com referencia aquele texto que ja postei aqui de Calvino e a descrição da suas meias cidades que organizam Sofrônia: A meia cidade fixa e a meia cidade provisória. A base é que sofrônia somente se completa com a junção dessas duas meias cidades. A fixa, dos predios, pontes e torres, e a provisória, das montanhas russas, roda gigantes e carroséis. A meia cidade provisória traz a movimentação necessária a meia cidade fixa. A movimentação e as experiencias trazidas pelo descontrole da chegdaa da cidade provisória que traz para a cidade fixa aquilo de sua essência: as relações, os acontecimentos, o que provoca a lembrança, o que a desenvolve.

(desculpem pelas palavras jogadas embaraçosamente. É um retrato do embaraço da minha própria cabeça. justifico.)

Assim, tentando apreender melhor a relação da meia cidade provisória com a meia cidade fixa, estudo alguns trabalhos de arquitetura, estruturas reais (batidas) conhecidas, como o circo e o trabalho do grupo Archigram com seus projetos das "cidades instantaneas".

A teoria pausa aqui. Daqui pra frente, projeto, croqui, estrutura....."a hora de cortar o bolo" como diz minha orientadora Flávia. ( Oi Flávia...se vc estiver lendo isso daqui) Qndo as coisas se esclarecerem mais, dou um play na teoria dinovo.

Confesso que ao ver uma imagem bela como essa penso seriamente em desistir e deixar esse povo aí mesmo, na proteção de seus guarda-chuvinhas, o céu sobre suas cabeças e uma tela bem grande em frente...

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Um estudo de caso ou o próprio caso?

Nessa quarta-feira dia 02 de Setembro, peguei a estrada rumo a Ribeirão Preto, cidade onde o projeto Cine Tela Brasil seria instalado no fim de semana. A fim de fazer uma visita ao projeto e ver de perto os processos de montagem e o passo a passo para a exibição dos filmes, passei 4h dentro de um onibus rabiscando e escrevendo tudo o que vinha a minha mente para q nada, nada passase desapercebido. E felizmente, graças a boa vontade da equipe e da minha disposição em ficar o dia todo debaixo do sol (oq me rendeu 1 tom de cor a mais), posso dizer q a experiencia foi 90% completa. Infelizmente nao puder ficar para a exibição dos filmes, mas oq mais interessava foi captado, creio eu.

O Cine Tela Brasil foi montado estrategicamente em frente a um CEMEI na periferia da cidade. Enquanto a estrutura era montada e as crianças passavam, as frases mais curiosas foram:

"-Moça, oq vai ter aqui?
-Um cinema.
-Paga quanto?
-É de graça
-De graça???"

"Hey, posso ajudar?"

Além do cinema, o projeto ainda oferece oficinas nas 3 semanas anteriores a chegada do Cine Tela. Os curtas produzidos durante essa oficina são passados no sábado, ultimo dia das exibições e dia em que também são promovidas palestras e um convidado especial aparece (normalmente atores e diretores de cinema nacionais).

A questão agora é: O Cine Tela Brasil é um estudo de caso ou pode ser o próprio caso? A idéia de tentar montar uma nova estrutura e solucionar os problemas vistos vem remoendo minha mente.

Nada está certo, eu nem tive meu 1º atendimento ainda! Um passo de cada vez.


segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Na busca de minha Sofrônia

Sofrônia é a minha cidade preferida do livro As Cidades Invisíveis, de talo Calvino, do post anterior. O livro é minha primeira bibliografia para meu Trabalho Final de Graduação, com título inicial de O Cinema Itinerante. Depois de ler e me encantar com as cidades descritas no livro de calvino, tenho a dúvida: Apenas um Cinema, ou toda uma cidade itinerante? Estou pensando alto demais? Um cinema seria suficiente para mobilizar um local? Para fazê-lo existente? Para ser lembrado e contado?

Será que Sofrônia será a minha busca?

"A cidade de Sofrônia é composta de duas meias cidades. Na primeira, encontra-se a grande montanha-russa de ladeiras vertiginosas, o carrossel de raios formados por correntes, a roda-gigante com cabinas giratórias, o globo da morte com motociclistas de cabeça para baixo, a cúpula do circo com os trapézios amarrados no meio. A segunda meia cidade é de pedra e mármore e cimento, com o banco, as fábricas, os palácios, o matadouro, a escola e todo o resto. Uma das meia cidades é fixa, a outra é provisória e, quando termina a sua temporada, é desparafusada, desmontada e levada embora, transferida para os terrenos baldios de outra meia cidade.

Assim, todos os anos chega o dia em que os pedreiros destacam os frontões de mármore, desmoronam os muros de pedra, os pilares de cimento, desmontam o ministério, o munumento, as docas, a refinaria de petróleo, o hospital, carregam os guinchos para seguir de praça em praça o itinerário de todos os anos. Permanece a meia Sofrônia dos tiros-ao-alvo e dos carrosséis, com o grito suspenso do trenzinho da montanha-russa de ponta-cabeça, e começa-se a contar quantos meses, quantos dias se deverão esperar até que a caravana retorne e a vida inteira recomece."


lendo milhões de monografias...

quinta-feira, 28 de maio de 2009

nova série TFG

O TFG (Trabalho Final de Graduação) como o nome já diz, é o trabalho final de graduação do curso de arquitetura e urbanismo. dã
O trabalho é feito em um ano e inclui duas bancas de professores q tem o objetivo de metralhar sua proposta e t colocar a prova. Um desafio memorável. O primeiro semestre de trabalho contempla primeiramente uma parte escrita, a monografia, que vem junto com uma pequena proposta (estudo preliminar) do tema escolhido. No segundo semestre, as ideias desenvolvidas no primeiro são aprimoradas, corrigidas, mudadas até q enfim se chegue num resultado final q é mostrado na banca final (dã dinovo) com os 3 professores anteriomente citados mais 1 professor convidado. Em 20 minutos tenho q convence-los em acreditar no que fiz, assim como espero eu acreditar no final de tudo.
Bom, influenciada pelo meu amigo Ariel que resolveu fazer um blog pra postar suas ideias de TFG, eu, que já tenho um blog a um tempinho, mas nunca quiz escrever sobre arquitetura aqui, começo hoje a série TFG (Meu Transtorno Final de Graduação) na qual espero compartilhar as etapas desse trabalho, como um diário, esperando que, de alguma forma, isso acrescente nessa empreitada. Na expectativa de que será um exercício ótimo, espero que todos que acompanhem comentem e dêm seu parecer. Nada obrigatório, claro, algo normal de qm ja caminha por aqui e comenta em outros posts. Minha primeira banca será no final deste ano, provavelmente Dezembro de 2009.

Ah, meu tema: O Cinema Itinerante.

paulinha, caminhando por uma estrada que ainda não vê fim e esperando, sem medos ou preocupações, que esteja fazendo o trabalho de sua vida.