quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Poema para o fim

Cada dia se faz mais teu
aquilo que perderás

Até que ao morrer novamente,
perceba que as lágrimas
ocupam o lugar dos espamos

Elas te ressuscitarão após
a morte, por afogamento

E quando vierem novamente
mostrarão a ti que nunca viveste,
apenas morre lentamente

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Duas mulheres diferentes que igualmente desconheço:
A mulher interior, doce, leve, matutina, criança
A exterior, defesa a postos, masculina, estratega

É como se te visse nos bancos da escola dominical
Seus cabelos castanhos abrasados pelo
sol que atravessa a janela
Seus olhos percorrem as letrinhas de sua bíblia
Igualmente curvado não presto atenção no que fala Deus
prefiro contemplar a criação, uma menina de perfil que lê
e para ao se perceber observada.

Igrejas são fábricas de platônicos
Saem aos montes e não se curam
nem em análise

E assim sou eu
E assim é você

Distância é uma palavra que uso com frequência
Mesmo estando próximo.

(Poema de Rogério Cathala)

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Tuas gotas


não recolhi

Tuas gotas


Escorrem do teu corpo
                     meus versos

ou os versos que brotam de ti

são teus os poemas dos dias ensolarados