sábado, 18 de julho de 2009

Opa, alguém pega minha perna aí?

Já começa esquisito. Festa de criança, cardápio: Galinhada, refrigerante, bolo e docinho. Na garagem, o resto do carro o qual meu primo capotou a cerca de uma semana. A conversa gira em torno do acidente. Todo mundo tem uma prima louca. A minha contou essa história aí:



No corredor da medicina, fingindo ser acompanhate de um doente qualquer enquanto esperava por notícias do meu irmão, o enfermeiro grita "maca!" O corredor esvazia. Um homem passa deitado quando, de repente, sua perna cai. "Opa, alguém pega minha perna aí?" Peguei a perna e a devolvi, com sapato, calça e tudo. "Desculpa, acho que assustei vocês! hehe"O homem e a maca entram no pronto socorro. O hospital, em massa, ri.



Do google ao Young Pilgrim

Aqui vão as palavras e frases mais digitadas no google que levaram a meu blog:


1. make my babes (é incrível como esse negócio tá durando!)
2. paulinha tavares blog (não era mais fácil digitar o endereço do meu blog?)
3. "o escafandro e a borboleta" mármore (esse deve mecher com mineração, ou algo do tipo)
4. make my babe (meudeus)
5. "camila baiana" (não serve mineira viu, só baiana!)
6. "não se avexe não"+"inclusive nada" (será q foi a mesma pessoa q digitou a camila baiana?)
7. como escrever meu tfg (querido, boa sorte, vc vai precisar.)
8. fantasia iron man (ui)
9. filme across the universe fraco (uma pessoa chegar ao meu blog com essa frase realmente não me anima)
10. hospital naval do filme o escafandro e a borboleta (esse é arquiteto e é dos meus!)
11. maike my babes (ham?)
12. make my babbe (gente!)
13. make my babes br (esse não sabe falar inglês)
14. make my baby on line (ah, pq off line não tem graça mesmo)
15. make mybabes (não, tão brincando com a minha cara!)
16. mary shelley eu quis criar uma historias despertasse (que tipo de pessoa escreve isso no google?)
17. pequeno cidadao ouvir (omg!)
18. quadro mary shelley? (Uow, acho q esse eu tb vou digitar no google pra ver oq q sai)
19. requiem para um sonho no blogspot (bem específico)
20. sósia de leonardo dicaprio (pra q o verdadeiro se a gnt tem os sósias por aí nao é?)
21. ufu ou ufmg (ele ainda teve dúvida??)

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Glen ou Glenda?

Arrá! Foi mais rápido do que eu pensava. Rapidinho encontrei e baixei Glen ou Glenda (clique para ver a sinopse) pro meu computador.
Incrível, incrível mesmo como Edward D. Wood Jr. tratou de maneira séria (o filme pareceu comédia pra vc?) seu primeiro filme como diretor e ator. Mas não, não é um "sério" no sentido correto, bem feito, nos mínimos detalhes, longe disso, mas sério no sentido da perceptível firmeza que demonstra acreditar no seu trabalho. Em Glen ou Glenda o travestismo é tratado quase que de maneira didática. O roteiro, praticamente autobiográfico, expressa a própria vida de Wood que, apesar de heterossexual, adorava se vestir de forma feminina. Chegando a parecer ás vezes um documentário, a história relata o drama de um homem que, num momento difícil de sua vida, necessita se abrir e contar toda a verdade a sua noiva e futura esposa.
Interpretando um sujeito extremamente simpático, Ed. Wood ainda consegue estabelecer uma certa complexidade ao assunto tratado, algo que se desmancha aqui e alí quando de uma hora pra outra, parecemos estar vendo outro filme, totalmente desconectado do enredo, como é o caso da participação de Bela Lugosi, famoso por interpretar papéis sombrios no cinema e que, aqui, parece fazer a mesma coisa. Suas aparições funcionam apenas como um chamativo ao público, o personagem de Lugosi aparece de tempos em tempos como um segundo narrador, algo como um drácula que cita versos em uma voz tremida e assustadora.
Contudo, apesar da precariedade e visível inexperiência (algo que não sei se chegou a ter), Wood consegue nos tirar risadas mesmo que não fosse este seu objetivo. Corajoso por tratar de um tema ainda oculto da década de 50, o filme consegue entreter e demonstrar seu valor, não por sua estrutura ruim mas pela complexidade descontínua e brilhante da prórpia vida deste fascinante diretor.

terça-feira, 14 de julho de 2009

#2 pensados e enlatados

Meus caros e caras, sinto desapontá-los, estou em tempos de economia.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Wells, Wood e Burton

Quem diria, a net movies tem sido um bom investimento. Recebi Cidadão Kane essa semana e aproveitei para assistir Plano 9 para um Espaço Sideral, considerado o pior filme de todos os tempos, do diretor Ed Wood, aquele mesmo do filme do Tim Burton.
Gostei muito de Cidadão Kane, apesar de "velho" o filme é dinâmico o suficiente para nos manter atentos a história do início ao fim, algo difícil considerando as formas de se fazer cinema lááá da década de 40. Mas o legal mesmo foi poder fazer a ligação de Orson Welles, diretor, ator, roteirista e produtor de Cidadão Kane com Ed Wood, considerado o pior diretor de todos os tempos.
No filme Ed Wood, do Tim Burton, existe uma cena em q o diretor interpretado por Jonny Depp solta a frase "Quando Orson Welles fez Cidadão Kane, ele tinha 26 anos. Eu tenho 30!" A frase por si só já explica a carreira desastrosa de Wood, mas por outro lado o transforma num diretor excêntrico e jamais desapercebido, e a única razão que vejo para isso é sua paixão incondicional pelo cinema. O importante para Ed Wood era fazer, fazer e fazer cinema. Quanto mais melhor, se atuasse, escrevesse o roteiro, dirigisse eee produzisse, melhor ainda. Qria ter muitos filmes com seu nome nos créditos, qria ser amado pelo oq amava fazer, e quanto a isso, não posso ir contra, afinal temos todos, um pouquinho de Ed Wood.
Durante o tempo que assitia Plano 9 para um Espaço Sideral, não conseguia acreditar na história que estava presenciando. Algo como uma invasão de alienígenas q tinham como objetivo dominar o Planeta Terra UMA VEZ QUE os seres humanos estavam prestes a destruir TODA a galáxia devido suas impensáveis atitudes. Para tanto, os alienígenas resolvem ressussitar os mortos de um cimitério local, transformando-os em zumbis para, assim, conseguirem um exército q os ajudassem na dominação do Planeta Terra. Tudo tirado da cabeça de Wood. Oo
Haha, começo a rir só de lembrar, os efeitos especiais são péssimos, a espacionave no céu é oval e na terra é quadrada, a cabine do piloto de um avião é coberta de cortinas, não havendo sinal algummmm de equipamentos, sem falar no toco de madeira q o piloto usa como direção. São vários os problemas e não vou me ater a conta-los aqui, pode perder a graça quando alguém de vcs resolver asssitir a essa jóia do cinema.
Apesar de toda a maluquice, Ed Wood demonstra-se preocupado com as questões políticas atuais da época, como o uso da bomba atômica e etc, oq me faz perceber ainda mais sua influência em Orson Welles (em Cidadão Kane, pq ainda nao conheço outros de seus trabalhos).
Considerado hoje como um diretor fora de seu tempo, Ed Wood é aclamado pelo meio "alternativo" do cinema, somado, é claro, a influência do próprio Tim Burton que já demosntrou ser fã do diretor desastroso. Ah, a abertura de Plano 9 para um Espaço Sideral começa com os créditos escritos em Lápides de cimitério, bem parecido com oq Burton fez em alguns de seus filmes.

No mais, estou a procura de outras obras "primas" desse cego apaixonado pelo cinema, alguém tem Glen or Glenda pra me emprestar?

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Gênio Indomável

Das coisas que me envergonho, uma delas com certeza é ainda não ter assistido certos filmes que já viraram clássicos do cinema (como este aqui) mas que tenho procurado me esforçar para vê-los, por curiosidade, prazer (sempre) e conhecimento.

De tanto ouvir falar, confesso que ao terminar de ver Gênio Indomável, ficou um gostinho de "estava esperando mais", ainda que eu tenha, realmente, gostado do filme. O roteiro, escrito por Matt Damon e Ben Afleck, mostra uma complexidade as vezes exagerada. O fato da história parecer clichê não me incomodou a princípio, como também não me incomodou o tema durante todo o longa. Porém foi difícil me convencer que um garoto seria capaz de uma genialidade que ultrapassasse as fórmulas matemáticas e se extendesse para história e filosofia, principalmente sendo o protagonista um garoto de 21 anos, problemático, sem acesso a boa educação, abandonado pela família e que teria aprendido tudo lendo livros em casa.

Passadas minhas pertubações quanto ao roteiro, vi que a complexidade não estava só em Will Hunting (gênio interpretado por Matt Damon) mas sim em toda a história contada e dirigida brilhantemente por Gus Van Sant. O que vemos são as relações estabelecidas no filme se modificar até que percebamos as mudanças ocorridas nos personagens e nos caminhos q eles irão seguir daí pra frente, resultado da complexa trama mostrada desde seu início.

Gênio Indomável me tocou de modo singelo ao perceber que muitos dos assuntos tratados ali poderiam ser "sugados" para minha vida e de qualquer outra pessoa. Como quando o professor Sean Mcguire (Robin Williams) descreve o amor e suas peculiaridades ou quando discorre o verdadeiro conhecimento com Will Hunting, que não se baseia apenas por leituras e fómulas pragmáticas mas também e principalmente pela experiência.

Se eu te perguntar sobre a Guerra, você me citará Shakespeare...mas nunca esteve numa guerra de verdade.

Você pode conhecer Michelangelo e toda sua vida, mas nunca sentiu o que é entrar e olhar para o teto da capela Sistina.

Com atuações e diálogos admiráveis, Gênio Indomável, mesmo imperfeito, garante a apreenção da história por quem o assiste. Superestimado ou não, é um filme que não ganha somente pela surpresa de um boa obra iniciada por dois jovens atores, mas pelo sucesso de seu resultado. Queria eu conseguir finalizar um projeto difícil e com tanto êxito como este.