quinta-feira, 28 de maio de 2009

nova série TFG

O TFG (Trabalho Final de Graduação) como o nome já diz, é o trabalho final de graduação do curso de arquitetura e urbanismo. dã
O trabalho é feito em um ano e inclui duas bancas de professores q tem o objetivo de metralhar sua proposta e t colocar a prova. Um desafio memorável. O primeiro semestre de trabalho contempla primeiramente uma parte escrita, a monografia, que vem junto com uma pequena proposta (estudo preliminar) do tema escolhido. No segundo semestre, as ideias desenvolvidas no primeiro são aprimoradas, corrigidas, mudadas até q enfim se chegue num resultado final q é mostrado na banca final (dã dinovo) com os 3 professores anteriomente citados mais 1 professor convidado. Em 20 minutos tenho q convence-los em acreditar no que fiz, assim como espero eu acreditar no final de tudo.
Bom, influenciada pelo meu amigo Ariel que resolveu fazer um blog pra postar suas ideias de TFG, eu, que já tenho um blog a um tempinho, mas nunca quiz escrever sobre arquitetura aqui, começo hoje a série TFG (Meu Transtorno Final de Graduação) na qual espero compartilhar as etapas desse trabalho, como um diário, esperando que, de alguma forma, isso acrescente nessa empreitada. Na expectativa de que será um exercício ótimo, espero que todos que acompanhem comentem e dêm seu parecer. Nada obrigatório, claro, algo normal de qm ja caminha por aqui e comenta em outros posts. Minha primeira banca será no final deste ano, provavelmente Dezembro de 2009.

Ah, meu tema: O Cinema Itinerante.

paulinha, caminhando por uma estrada que ainda não vê fim e esperando, sem medos ou preocupações, que esteja fazendo o trabalho de sua vida.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

mundo Clown

Todos temos um Clown/Palhaço dentro de nós, a questão é encontrar o caminho até ele.
(Jacques Lecoq).

Numa releitura da brincadeira "O Mestre Mandou", o ator e diretor espanhol, Pepe Nunez, radicado em Florianópolis, começa a nos deixar relaxados e confiantes pros exercícios q viriam a seguir. Na brincadeira, q ele rebatizou de "Jacques Mandou", quem errava os comandos levava "pauladas" de jornal, às vezes, podendo trocar a surra por um beijo contanto q a pessoa escolhida aceitasse, caso não, era pau do mesmo jeito.

Foi nesse clima de brincadeira e descontração q o diretor, ator e palhaço, chamado por nós apenas de Pepe, nos conduziu a uma oficina nesse domingo, dia 24 de Maio. Do seu jeito humilde, vestindo uma camiseta velha e furada, uma meia de cada par nos pés e sobrancelhas taturanas inesquecíveis, o palhaço ali era um homem q não precisava de um nariz vermelho para ser amado.

Nas brincadeiras acompanhadas de doces palavras, Pepe nos ensinava oq muitos ali já sabiam, mas que em sua voz se tornavam cíclicas, dignas de serem ouvidas por pelo menos um milhão de vezes. O Palhaço é um espelho - disse ele - Quando rimos não estamos fazendo mais do q rir de nós mesmos. O palhaço não se esconde, revela. Sua mascara [o nariz] serve apenas como um artifício de proteção, de fato, expor-se tanto requer certos cuiadados. Ser palhaço é nos achar enquanto verdade em qualquer ação. Como um ladrão que usa um capuz para esconder sua vergonha ou um cowboy que usa o chapéu para se sentir mais confiante, o palhaço usa o nariz para expor tudo o que é, deixando a preocupação de não ser aceito de lado, amando ser oq é e por isso, sendo amado. Afinal, quantos de nós nos preocupamos em brincar, falar algo, agir de certa forma e não ser aceito? O palhaço é o unico que está livre de preconceitos, que pode agir como lhe der na telha. O nariz é a menor máscara, mas nunca esconde - e humildemente retoma - talvez seja por ser a menor máscara, não sei.

O espetáculo dirigido por Pepe, De Malas prontas, se apresenta hoje, dia 25 de Maio, as 20h, no Teatro Rondon Pacheco. A peça usa de técnicas da arte do clown sem que pra isso precise usar o nariz vermelho. Nem todos que usam um nariz são palhaços, muitos não usam e não sabem q são - diz Pepe ao citar o clown enquanto profissão. De malas Prontas é minha indicação, sem chances de frustrações. A entrada é franca e os ingressos serão distribuídos a partir das 12h.
Vou buscar o meu.

O ofício do Clown/Palhaço reside na liberdade de permitir-se ser o que verdadeiramente se é, e de fazer os outros espelharem-se e rirem de si mesmos na confiança de estar rindo do Palhaço. E isso, requer uma grande coragem. É um exercício de generosidade e risco, às vezes difícil, penoso e doloroso, mas sempre libertador, pois, se provocar o riso é à base da profissão, ativar o pensamento é a ambição e o fim. (Pepe Nunez)

[essa postagem tb pode ser vista em www.idearium.com.br]

sábado, 23 de maio de 2009

desfile de horrores em Caldas Novas

Ok, Goiás não é sul, modéstia parte não é minas e eu nunca espero mesmo ver gente bonita em Caldas Novas. Passear com a família e não ter q ouvir a voz chorosa da minha mãe quando digo q não qro ir são os únicos motivos pelo quais continuo indo a esse antro de horrorres. Meus dias nessa masmorra termal se resumem em:
1.Ver velhos, me desculpe, idosos cozinhando nas caldeiras (acreditem, um velhinho deixa de se bonitinho qndo o vemos de roupa de banho)
2.Ver garotos magrelos desfilnando a beira das piscinas, usando olhos escuros, e achando que, por estar num ambiente tão pavoroso, acreditam ser os surfistas sertanejos do clube.
3.Ver certos hópedes em estado ardente de desejo por comida, apetite q considero sobrenatural, coisas do além q só presenciamos em Caldas Novas.
Hoje, tinha um gordo na fila da sobremesa. Tinha um pedaço de pudim do tamanho da minha mão que eu esperava calmamente consumir uma pequena parte. O gordo pegou TODO o pudim. Fiquei em choque. Parei pra repensar oq comeria de sobremesa. A fila tinha q andar. Peguei queijo e goiabada. O gordo pegou tdo q tinha na bancada.
Voltei à minha mesa, minha mãe pergunta - Pegou queijo e goiabada filha? Acho q vc iria gostar mais do pudim.
Ainda vi aquele gordo voltando três vezes na bancada de sobremesa. Detalhe, o cara nao era tão gordo assim. Nada contra gordos. Mente gorda q é o problema.
Volto às piscinas, o clube não está cheio. Vou nadar um pouquinho.
Tinha um casal na minha frente, casal de meia idade, aos amassos. Tento compreender oq se passa na mente desses pervertidos maduros - "humnm, água quente, tdo aqui é feio...sinto um cheiro de xixi no ar...isso me excita tanto..dá cá um bjo meu amor!"
Não! Não! Vou rezar.
Pai nosso que estais no céu. Embelezado seja vosso reino. Que seja feito tdo mais belo. Assim na Terra mas principalmente no Goiás. A paciência de cada dia me aumente hoje....

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Requiem para um sonho

requiem (palavra latina)
s. m.
1. Parte do ofício de defuntos que começa por esta palavra.
2. Música sobre esse ofício.
3. Descanso, repouso.

Mais um daqueles filmes que ficaram anos na minha lista e por alguma razão que não consigo mesmo explicar, nunca havia assistido, mas devia tê-lo há tempos. Requiem para um sonho, do diretor Darren Aronofsky, e do igualmente profundo, mas ininteligível, Fonte da Vida, mostra aqui a decadência dos vício, seja ele qual for. O começo, com aqueles personagens cheios de sonhos, não dá pra perceber que o final de todos ali seria trágico. Escravos, até o ápice do deleite e da felicidade almejada apenas pelas drogas. Requiem para um sonho é um filme pesado, dificilmente você irá sorrir, mesmo nos momentos sarcásticos. Traz consigo a trilha sonora de Clint Mansell, que por ironia ou simplesmente beleza, já conhecia, talvez vc tb. Os planos de filmagem são rapidos, dentro de uma mesma cena obeservamos tudo de diversos angulos. O fato que ocorre em tal cena pode ser rapido, lento, tragico ou belo, mas sempre traz a impressão que já estamos vendo o longa a mais de 3 horas, ao mesmo tempo que q as imagens chocantes preenchem nossoas mentes e nossa alma se torna triste, pesada, como a história do filme. Estratégia de diretor que sabe se apropriar de suas percepções, um roteiro não basta, é preciso acreditar, é preciso se envolver, e difilmente você não se envolverá aqui.
Filme recomendado a todo filhinho de papai ou intelectual de tijela, que acha q precisa trancender esperitualmente com um trago de marijuana [pra nao comentar as subsequentes]. Hj é vc quem está tragando, amanha, ela q te traga.

ps: 24h depois de fazer esse post, o reli. Desculpem, a congruência está péssima. >< Prometo melhores.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Frankenweenie - 1984

Tim Burton filmará um remake do curta Frankenweenie, rodado na década de 80 quando ainda trabalhava para a Walt Disney. O novo curta, ou longa, não se sabe, será filmado em stop motion e personagens de massinha, como de praxe.

Frankenweenie é uma releitura da obra de Mary Shelley onde um homem, desejando extinguir a morte e a tristeza trazida desta, faz um experimento cientifico, trazendo um morto a vida que, no final, mais se parece um monstro. Em Frankenweenie, um garotinho perde seu cachorro atropelado e, ao realizar o mesmo procedimento de Frankeinstein, devolve a vida ao cão que acaba se tornando um cão-monstro, terror da vizinhança. O filme, apesar do tema assustador, é leve [walt disney - tema infantil - tim burton se ateve aos horrores comuns seus], irônico e cheio de referências da obra de Mary Shalley. As atuações ficam por conta de atores excêntricos como Shelley Duvall [O Iluminado], Daniel Stern [um dos ladrões de Esqueceram de Mim] e Barret Oliver [A História sem Fim]. É ótima a frase que a mãe de Victor [Oliver] diz sobre a proeza do menino - Nosso filho fez o melhor projeto de ciências deste ano. Também é engraçadíssimo ver a caracterização de Sparky [o cão] como cachorro monstro, cheio de costuras e parafusos.
O curta pode ser visto no youtube, em inglês, em 3 partes.

parte 1 | parte 2 | parte 3

Reparem na semelhança da cena em que o cachorro é perseguido pela vizinha com a cena de Edward Mãos de Tesoura [1990], em que também é perseguido pela vizinhança enfurecida. Reparem no portão de gradil q se abre dando passagem a população e no edifício ao fundo, no alto de uma colina, que se torna o ambiente da tragédia final, seguida de arrependimentos e tristeza dos envolvidos. Tim Burton parece q já tinha tdo planejado pra fazer meu filme predileto.

Aqui um vídeo de Tim, falando da nova produção:

FRANKENWEENIE - TIM BURTON from Gabriela Mallaco on Vimeo.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Tetro - primeiros 3 min

Foram divulgados os primeiros 3 minutos de Tetro, nova produção do Francis Ford Coppola. Se a fotografia do filme permanecer bela como vi nos 3 primeiros minutos, sairei em do cinema em arrebatamento espiritual, se não, enxergando o mundo em preto e branco, cobiçando a beleza contemplada [e desejada] em 2h de projeção.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Pq seria péssimo ter as garras do Wolverine


Why Having Wolverine's Claws Would Suck -- powered by Cracked.com

O Escafandro e a Borboleta


Existem duas coisas que não estão paralizadas em mim: minha imaginação e minha memória.
Minha imaginação e minha memória eram as duas únicas maneiras de poder escapar do meu escafandro. Eu podia imaginar qualquer coisa, qualquer um, qualquer lugar.

O Escafandro e a Borboleta é um filme francês, premiado com o globo de ouro de melhor filme estrangeiro e melhor direção, também ganhador do Grande Premio Técnico de Cannes, entre muitos outros. O filme tenta transcrever a história do ex-redator da revista francesa Elle, Jean-Dominique Bauby, através de sua ultima publicação literária quando, após um derrame, vê-se preso a seu corpo, paralisado, consequencia de uma doença rara chamada locked in.
O que impressiona durante todo o longa é a fotografia de Janusz Kaminski que nos coloca paralelo ao personagem, nos dando o prazer [ou o desprazer] de enxergarmos a realidade vivida por Jean-Do. A narrativa construída aos poucos não nos conta imediatamente tudo oq se trata. Conhecemos os fatos na mesma linha temporal que o personagem principal, que vai se lembrando dos acontecimentos , analisando sua vida até que enfim, possamos conhecê-lo, totalmente. É aqui que o filme nos emociona. Em nenhum momento Jean-Do se passa como um coitado digno dos nossos pezares. A sensação é de um homem [leia-se homem], carnal, contraditório e belo. Como o ser humano é. Sem rodeios. O longa consegue fazer perceber todas as contradições necessárias sem que com isso nos distanciemos do personagem principal, pelo contrario, conseguimos nos identificar, ora, por demais:

Hoje, sinto que minha vida é uma série de frustrações. Mulheres que não fui capaz de amar...oportunidades que não soube avaliar...momentos de felicidade que deixei escapar. Uma corrida cujo resultado eu conhecia de antemão mas falhei em escolher o vencedor. Tenho sido cego e surdo ou o duro golpe me fez descobrir a minha verdadeira natureza?

Entrar na mente de Jean-Dominique Bauby é se relacionar com nossas próprias frustrações, reviver nossas próprias lembranças, é articular alguma forma de nos desprendrer do nosso escafandro, de encontramos a nossa borboleteta. O ex-redator da revista Elle, morreu 10 dias após a publicação do seu livro, escrito no hospital através de um método desenvolvido por sua fonoaudióloga onde Jean-Do cita cada letra com o piscar de um olho.

Através da cortina em fiapos, um tênue brilho anuncia o raiar do dia. Meus calcanhares doem, minha cabeça pesa uma tonelada, todo o meu corpo está encerrado em uma espécie de escafandro. Minha tarefa agora é escrever as inertes anotações de viagem de um náufrago nas praias da solidão.
Originalmente este Hospital Naval foi uma casa para crianças com tuberculose. No corredor principal tem um busto de mármore branco da Imperatriz Eugénie, esposa de Napoleão III, patrono do hospital, que o visitava com freqüência. Havia uma vasta fazenda, uma escola e um lugar onde supostamente o grande Diaghilev ensaiou seus balés russos. Dizem que foi aqui que Nijinsky deu seu famoso salto erguendo-se a 3 metros do chão. Ninguém mais salta aqui. Hoje em dia só há velhos e fracos, ou como eu, estáticos e mudos. Um batalhão de alejados.


Não há de se falar muito para um filme que é perfeito, do início ao fim.

[essa postagem tb pode ser vista em www.idearium.com.br]