quinta-feira, 23 de abril de 2009

Cineclube da Esquina [ o cinema vai às compras]


Inaugurou hoje o projeto Cineclube de Esquina o qual irá apresentar esporadicamente filmes, de graça, no pátio do recém reformado Mercado Municipal de Uberlândia. O filme foi O Tapete Vermelho, o primeiro de muitos longas brasileiros e independentes que o projeto se propõe a divulgar. O filme retrata a zona rural, suas paisagens, o folclore e ingenuidade daqueles (jecas) que conhecem a cidade somente por lendas. Matheus Nachtergaele faz uma interpretação claramente em homenagem a Mazzaropi, quem em O tapete Vermelho, tem seus filmes perseguidos por Quinzinho (Nachtergaele) afim de cumprir uma antiga promessa.
O filme traz discussões homem-cidade, cidade-cultura e cultura-sociedade. Demonstra como os antigos cinemas das cidades rurais foram se definhando a ponto de se tornarem centros comerciais, igrejas dentre outros, escancarando a forma como a cultura é deixada de lado, vista como menos importante e sem dúvida, mais fácil de ser extinta. Mesmo com sua despretenção, é um filme que se propõe mais do que um simples entretenimento, instiga a reflexão cultural do Brasil, um país com sede de cultura sem poder saciá-la por completo (lembrem-se q Araguari não tem cinema), tendo esse o principal objetivo, fazendo desse longa grandioso mesmo diante suas falhas de direção.
É uma pena que um projeto como este (o Cineblube da Esquina) não acontece nos bairros periféricos da cidade, se tornando mais um evento Cult* freqüentado pelas mesmas pessoas, atingindo o mesmo público, em geral, que poderiam ter livre acesso a obras como esta, principalmente devido as facilidades da internet e da informação global. Afinal, mesmo que seja um evento cultural, de importância cultural (não a retiro) e belo, ele atinge seu alvo completo quando oq se vê é sempre a mesma realidade pop jovem intelectual? Gostaria de ver essa tela rodando pela cidade e poder ouvir as risadas q ouvi hj de uma população que, de fato, anseia por cultura.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Frankenstein de Mary Shelley

Quisera eu mesma escrever uma história, que despertasse um medo inominável, levantando um horror sem tamanho. História essa que não deixasse o leitor olhar a sua volta, congelasse o seu sangue e fizesse seu coração disparar. [Mary Shalley]

Acabei de assistir a esse filme que há muito tenho ouvido falar. Estava na minha lista mas por não conseguir achá-lo fácil nas locadoras lá ficou até que eu o conseguisse pelos bons amigos da internet. Confesso que Franheinstein pra mim sempre soou como uma história de terror bobinha, sobre um monstrão de parafusos no pescoço, inofenssível e de bom coração. Mas também sabia que sua história original foi modificada durante os anos e que o verdadeiro conto de terror escrito pela jovem Mary Shalley no fim do séc XVIII (parece q ela tinha apenas 18 anos) era bem mais aterrorizante. Pra quem deseja saber da história, o mais próximo possível da verdadeira, esse é o filme. Se bem que creio q o livro venha calhar melhor, sempre.
Frankenstein de Mary Shelley me soou um pouco exautivo, principalmente no começo. A obra não segue fluidamente, contendo cortes repentinos e fatos irregulares cronologicamente. A trilha sonora força um pouco a barra tentando manter sempre o tom de terror e aflição do filme, mesmo que tenha partes que necessariamente não precisem e que certamente cairiam melhor uma trilha que amenizassem as sequentes palpitações de um coração sadio. A trilha sempre em clímax faz parecer que o filme está sempre próximo ao fim, nos exausta antes mesmo do melhor que tem a ofercer - o final. Sim, é no fim do longa que o horror que Mary Shalley tanto buscou se concretiza. No restante do filme a personalidade do monstro é contraditória, sua personalidade nunca é clara muito menos suas motivações - coisas que descobri estarem presentes mesmo no livro. Ao fim de duas horas de projeção o horror se torna carnívoro, real, triste, pesado - saltavam-me palavras como "que horror", "que horror"...(era só isso que conseguia falar mesmo)
Não sei se o filme poderia ser melhor (acho q sim) e não sei se alguem o faria melhor depois de tantas adaptações. O certo é que finalmente um filme consegue reviver o terror de Frankeinstaein, mostrando-nos, em paralelo, os anseios duma sociedade que vive o começo dos avanços científicos e teme por eles. Um temor, que para nós que já vivemos tais avanços, pode parecer bobo, ingênio, assim como parece o monstro de Frankeinstein algumas vezes, mas que acima de tudo retrata a História, da forma mais interessante que há para se contar - fazando-a parecer sobrenatural.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Profiles in History

Feriado para bisbilhotar.

Já estão no site do Profiles in History os catálagos 35 e 36 de 2009.
O catálogo 35 é intitulado The Hollywood Wax Museum e mostra alguns novos bonecos em cera de atores em seus principais personagens e cenas.
No catálogo 36, no arquivo 241-288, tem a Coleção em 42 lotes de alguns filmes do Tim Burton que estão (ou foram, não sei) expostos no Museum of Modern Art of NY. Além de outros itens que fez aflorar meu lado consumista.