sábado, 10 de janeiro de 2009

sobre criticas e outras coisas

Antes q possa parecer, gostaria de explicar que todos os textos q escrevo aqui sobre filmes não são críticas. Para isso precisaria de mais conhecemento do que o que eu tenho, que não é pouco mas que adquiro entre leituras e pesquisas nos meus tempos vagos. Mesmo assim, não teria conhecimento suficiemte para analisar uma obra em todos os seus parâmetros. Quem sabe um dia chego lá. Enquanto não vem o completo entendimento, coloco aqui opiniões, intuições, análises pessoais (lia pessoais mesmo) e outras poucas técnicas de q posso falar. Abro espaço para qualquer comentário.

Ainda sobre o assunto.

Durante o tempo em que fizemos Nanquinote, recebemos vários comentários bons. Realmente estes eram maoiores do que os ruins e estes ruins nunca nos fizeram mudar algo totalmente relevante no trabalho, o que não fez com que parássemos por ali. Continuamos avançando na peça e acreditando num caminho q poderíamos seguir. Apesar de todos os elogios, era de interesse de todos do grupo, receber uma critica (leia critica). Uma análise em todos os parâmetros, algo que pudesse fazer (por ironia) criticar a nós mesmos. Afinal, a crítica não deixa de ser um exercício de entendimento, de análise, por aqueles que estão sendo criticados.
Pois bem, quando pensamos que poderia ser a hora, nos deparamos com um pequeno texto em algumas linhas traçando um perfil pessoal e superficial do nosso trabalho. Opiniões vagas, nomes bonitos citados (eles demonstram conhecimento) entre interpretações de juizo pessoal.
Fizemos uma análise da nossa produção? Houve um exercício de reflexão? Não.
Porém me fez desacreditar um pouco mais no teatro de Uberlândia. Algo que faria a alegria de alguns, da Noeli então nem se fala.

Nós, não-atores, levamos a sério um projeto sem fins lucrativos, mal entendidos por muitos, mas feito com a seriaedade que uma Mostra Local de Teatro deveria ter, mas não teve.

Quero deixar aqui um trecho das falas de Roger Ebert, um famoso crítico americano (acho q é americano não tenho certeza), critico de cinema, mas que se aplica também ao teatro entre outras artes.

"Eu acredito que um bom crítico é um professor. Ele não tem as respostas, mas pode ser um exemplo do processo de se descobrir suas próprias respostas. Ele pode notar detalhes, explicá-los, situá-los em um grande número de contextos, refletir sobre por que alguns 'funcionam' e outros jamais poderiam funcionar. Ele pode incentivá-lo a ver filmes mais antigos para expandir o contexto no qual você situará os mais recentes. Ele pode examinar como os filmes tocam vidas individuais e podem ser construtivos ou destrutivos. Ele pode defendê-los e enxergá-los como algo importante em contraponto àqueles que "só querem se divertir". Ele pode argumentar que você se divertirá mais com um filme melhor. Todos temos um número desconhecido mas finito de horas de consciência. Talvez um crítico possa ajudá-lo a gastá-las de maneira mais significativa. (...) Se [meu programa de tevê] 'Siskel & Ebert & Roeper' serviu para alguma coisa, foi ao expor os telespectadores, muitos deles crianças, ao conceito de que era permitido ter opiniões e esperado que você pudesse explicá-las".
(colado do blog Diário de Bordo)


11 dias para LOST!

2 comentários:

  1. Paulinha,
    A consciência crítica é importantíssima pro trabalho artístico. Lógico que com meia dúzia de palavras, em uma crítica pragmática, que ainda segue modelos do século 19, separando o espetáculo por categorias a serem analisadas, com muito juízo de valor, feita de última hora pra cumprir tabela não vai falar o que realmente importa pra nós não vai ser dito. Até porque seria estranho, e vc sabe os motivos. Josette Feral escreveu uma coisa que eu acho muito interessante:
    “Ele (o crítico) mostra o caminho, estabelece conexões. Ele registra o intervalo de dentro da experiência estética. Ele expõe que toda obra de arte requer reflexão, que não se trata simplesmente de um produto para consumo imediato e inconseqüente, que ela é parte de uma totalidade social e estética e da comunidade como um todo.”
    É isso que busco, enquanto artista e enquanto pensador.
    E só uma coisa, todos os nanquinotescos são atores sim! E ponto final!
    Bjo

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  2. Oi milly! so vc comenta nesse blog mesmo.

    Claro, me considero uma atriz sim desde q esteja trabalhando com isso. Disse nao-ator no sentido academico, sem diplomas. hehe vc sabe.

    acho q a palavra chave eh reflexao. eh isso q um critico deve buscar atingir.
    Ja o juizo de valor eh intrinseco ao texto..na verdade sempre sabemos (menos ou mais) se aquela pessoa gostou ou nao. O problema eh se o juizo de valor partir como preceito de uma analise. nao, isso nao. Menos de nos, mais do que esta sendo analisado. sempre. Penso q eh isso oq vc quiz dizer.

    bjo
    paulinha
    (ahm esse pc eh internacional por isso tdo ta sem acento, etc.)

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