segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

E vc? Se lembra qndo foi ao cinema pela primeira vez?

Raquel diz:
ai paulinha, que coisa linda de se ver? ja pensou na resposta das pessoas hj o que o cinema vc já foi? mesmo com televisão ? aqui em sacra acho q deve ter muitaaaaaaaaaaaaaaaa gente ainda q não viu! muita mesmo, eu mesma fui no cinema velhinha ahahah me lembro q aos quatorze qd fui na praia com minha madrinha eu queria ir ver mafalda lembro do cartaz era uma meninha... ai nao fui...
(Raquel Beatriz Silva, 26 anos, natural de Sacramento – MG)

____________

paulinha diz:
com qntos anos vc foi ao cinema pela 1x?
Emilliano Freitas... diz:
com uns 05, eu assisti o casamento dos trapalhões...acho q era uns 05, pelas minhas lembranças da casa onde morava. lá em tupaciguara o cinema só funcionava d vez em quando na época q eu era criança qd lançavam filmes abriam pra gente ir ver.
paulinha diz:
humnmm
Emilliano Freitas... diz:
o segundo filme q eu vi foi lua de cristal! nossa, eu tenho essas lembranças direitinho...que doido
paulinha diz:
poiseh, eu nem lembro
Emilliano Freitas... diz:
mas esse lance das pessoas não saberem a primeira vez, é pq aqui em udi sempre tiveram acesso... tipo lá em tupaciguara, era uma festa danada. é muito estranho eu lembrar.
(Emilliano Freitas, 26 anos, natural de Tupaciguara – MG)

___________

Emilliano Freitas... diz:
c lembra da sua primeira vez? tô ajudando ela
Muriel - Qual é o Premio Lombardi? diz:
Eu me lembro sim...tinha uns 8 anos... no cine vitória
Emilliano Freitas... diz:
qual filme?
Muriel - Qual é o Premio Lombardi? diz:
fui ver um filme do Arnold &&¨%*&%¨&... acho que o exterminador do Futuro...o primeiro...ou outro dele...era de ação...foi um dos primeiros filmes dele
Emilliano Freitas... diz:
o exterminador do futuro q ele saía pelado e vc com 8 anos no cinema? Kkkkkkkkkkkkkk
Muriel - Qual é o Premio Lombardi? diz:
eu amei... porque achava aquilo coisa de outro mundo
(Muriel Costa Moura, 26 anos, natural de Tupaciguara –MG)

Aguardo respostas!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Pneuworld








As vezes, esse TFG parece ser uma grande brincadeira.


domingo, 29 de novembro de 2009

Um resumão - as lentes já estão mais nítidas

No meu último atendimento, minha orientadora me passou a tarefa de escrever a introdução da minha monografia, pois quem sabe, resumindo o meu desejo no trabalho, as coisas não poderiam ficar mais claras para mim. Eu fiz e de fato ficou. Então, posto aqui a minha introdução que, provavelmentte, terá modificações, mas que por enquanto, resume bem a idéia.

Introdução ou Seja Bem Vindo:

Em 1967, o diretor cubano Octavio Cortazar produziu um curta-metragem de 10 minutos que mostrava o trabalho de dois homens também cubanos que, equipados com um caminhão, um projetor 16mm e um gerador 2kW, viajaram por vilarejos remotos de Cuba exibindo sessões de cinema. O curta “Pela Primeira Vez” mostra a chegada desse trabalho no vilarejo de “Los Mulos” onde, em 12 de Abril de 1967, cerca de cem pessoas viram um filme pela primeira vez.

Atualmente, curtas como este de Cortazar – que mostram a chegada de instalações itinerantes culturais em localidades remotas - podem ser vistos facilmente em sites da internet. Apesar das diferenças sócio-econômico e culturais que distinguem cada país, a atualidade presente em “Pela Primeira Vez” nos atenta ao assunto ao percebermos que, de 1967 ao corrente ano de 2009, ainda existem pessoas, em diversos cantos do Brasil e do mundo que também nunca foram à um cinema. Em 2001, vários foram os jornais que divulgaram dados lançados pelo IBGE e que diziam ter o Brasil apenas 8% de seus municípios providos de um cinema. Assim, junto ao estigma atribuído à este meio cultural por aqueles que nunca o tiveram acesso, crescem os projetos culturais que buscam levar a exibição de filmes a estas pessoas, reconstruindo, mesmo com equipamentos aquém, o ambiente da sala de cinema. Tais projetos normalmente contam com uma estrutura bem simples. São compostos apenas pelo equipamento de projeção, uma tela, quando muito, cadeiras e coberturas, sendo normalmente sustentados por meio de patrocínios e/ou leis de incentivo municipais e estaduais.

Assim, a idéia de fazer um cinema itinerante como tema de trabalho final de graduação veio desses primeiros dados, das conseqüentes inquietações que fizeram compreender e amadurecer a idéia e da subjetividade menina-atriz, a qual é inerente a este trabalho e que também o caracterizará e o diferenciará dos outros trabalhos existentes ou que possam vir a existir neste mesmo tema. O trabalho, portanto, busca compreender, interpretar e transformar todos os dados - pré-existentes concretos e relativos/subjetivos - na busca da fundamentação para solução dos problemas pertinentes ao tema escolhido. É importante salientar que devido a peculiaridade itinerante do tema, a compilação das informações pré-existentes não envolve um entorno urbano específico e por isso este não pode ser analisado formalmente de antemão. As interpretações e relações formais urbanas, neste caso, acontecerão a posteriori, ou seja, na real viabilização do projeto. O que se busca aqui é um edifício, objeto de apropriação do espaço urbano e seus acontecimentos. O que não se busca é um edifício que determinará seu uso único, usuários únicos ou uma apropriação específica. Deve ser fruto do descontrole inerente ao espaço público, servindo apenas de suporte para o episódio proposto, neste caso, o cinema.

Na identificação das diretrizes de ordenação do trabalho, o conceito se apoiou em três principais pontos: o cinema e sua relação com o espaço urbano; o objeto arquitetônico como elemento de movimentação de um espaço; e a itinerância como pressuposto para busca das soluções técnicas.

O primeiro ponto, “o cinema e sua relação com o espaço urbano”, busca suprir a falta de informação de um entorno urbano específico, analisando assim, a relação do edifício de cinema com o espaço urbano público em geral, suas transformações, comparando seus diferentes momentos até o tempo atual. Uma reflexão que não adentra profundamente as informações históricas da atividade cinematográfica, mas segue enquanto subsídio que é de fato necessário para a conceituação da proposta.

O segundo ponto, “o objeto arquitetônico como elemento de movimentação de um espaço”, busca compreender uma relação de antemão observada - e apoiada principalmente na descrição de Calvino para a cidade de Sofrônia em “As Cidades Invisíveis”- entre o edifício/objeto provisório e a conseqüente agitação trazida consigo no local em que se encontra. Para isso, toma-se o circo e as cidades instantâneas do grupo archigram como referências de análise.

O terceiro ponto, “a itinerância como pressuposto para busca das soluções técnicas”, procura considerar as definições relativas às limitações, buscando a solução que melhor se adéqüe a flexibilidade intrínseca ao tema e também exigida pelo programa. São pesquisados aqui técnicas de construção, materiais e alternativas tecnológicas que ajudem na elaboração de um desenho que melhor responda as especificidades da proposta, tendo sempre em mente que recorrer à exclusão do problema é se conformar com a alternativa mais simples e fácil, e não a melhor e inovadora.

Por fim, o projeto apresentado como estudo preliminar, é fruto de uma reflexão pessoal, embasada em dados tanto conhecidos quanto imaginados e nas referências que surgiram nesse processo, tanto nessa primeira etapa de apresentação do trabalho como em todo o período de graduação. Não busca ser solução de um problema social, muito menos seguir definições saudosistas. É, sim, mais circunstancial do que ideal.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Desabafo de TFG! ..faltam menos de 2 meses

Ahhhhhhh, preciso desabafar! Aquela sensação de que tudo vai dar errado chegou. O significado ironico que alguns colegas interpretam a sigla TFG - como Transtorno Final de Graduação - parece fazer sentido agora.

Li um monte, pesquisei um monte, vi um monte de projeto, pensei um monte no meu..e agora? Como coloco isso tudo no papel. Essa não parecia uma tarefa tão dificil pra quem é acostumada a escrever (mesmo que baboseiras) em um blog.
Fazer os pontos de ligação, relacionar os conceitos, culminar tudo isso em projeto...Oh Ceus! Nao qro ser mais arquiteta....vou rumo ao meu movie star dream! To indo!

¬¬ desculpem, exagerei.

Eu sei q vai dar certo, pq no final tudo dá. To adorando pesqusar tudo, estou me encontrando cada vez mais na arquitetura..no trabalho com pequenas partes, a questão cenografica que tanto me atrai. Estou descobrindo novos gostos, experimentando o fazer projetual meio que atropelado nesses 5 anos de curso. Está sendo bom...é...está sendo.

O trabalho se introduz da mesma forma que se introduziu a mim, com fontes de daods sobre cinema. Os numeros, aqueles que demonstram o cinema no Brasil, que cresce em publico e diminue em salas. Que segrega qndo se localiza em shoppings centers, o edificio que perde a relação com a rua, com as experiencias urbanas, com a moça que vende doces, o pipoqueiro, as crianças que pedem balas, os conhecidos...as praças...os restaurantes, os semáforos, as buzinas, as luzes, a vida urbana.
O cinema no meu trabalho é relacionado com este espaço urbano, publico, a rua e sua agitação. Longe das historinhas de cinema, o projeto busca oq é necessário, e pra mim, é o local que trabalho (trabalhos enquanto arquitetos): a cidade.
Nesse aspecto, a estrutura itinerante no meu TFG relaciona o físico, concreto, o edifício-estrutura enquanto material de agitação e movimentação de um espaço, tendo assim, como principais pontos de marração, a essência da cidade como um conjunto de experimentações, mais do que sua estrutura física. Afinal, se não fosse a movimentação da cidade, as relações entre as pessoas, os serviços prestados umas as outras, a cidade não precisaria de uma estrutura física tão organizada. Será? Sei lá.

Continuando...

Dessa forma, pensando na estrutura itinerante enquanto movimentação de um espaço e de transformação de uma rotina pacata, que o meu projeto se apoiará. Para isso, tomo com referencia aquele texto que ja postei aqui de Calvino e a descrição da suas meias cidades que organizam Sofrônia: A meia cidade fixa e a meia cidade provisória. A base é que sofrônia somente se completa com a junção dessas duas meias cidades. A fixa, dos predios, pontes e torres, e a provisória, das montanhas russas, roda gigantes e carroséis. A meia cidade provisória traz a movimentação necessária a meia cidade fixa. A movimentação e as experiencias trazidas pelo descontrole da chegdaa da cidade provisória que traz para a cidade fixa aquilo de sua essência: as relações, os acontecimentos, o que provoca a lembrança, o que a desenvolve.

(desculpem pelas palavras jogadas embaraçosamente. É um retrato do embaraço da minha própria cabeça. justifico.)

Assim, tentando apreender melhor a relação da meia cidade provisória com a meia cidade fixa, estudo alguns trabalhos de arquitetura, estruturas reais (batidas) conhecidas, como o circo e o trabalho do grupo Archigram com seus projetos das "cidades instantaneas".

A teoria pausa aqui. Daqui pra frente, projeto, croqui, estrutura....."a hora de cortar o bolo" como diz minha orientadora Flávia. ( Oi Flávia...se vc estiver lendo isso daqui) Qndo as coisas se esclarecerem mais, dou um play na teoria dinovo.

Confesso que ao ver uma imagem bela como essa penso seriamente em desistir e deixar esse povo aí mesmo, na proteção de seus guarda-chuvinhas, o céu sobre suas cabeças e uma tela bem grande em frente...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Shopping - How much is your love?

terça-feira, 15 de setembro de 2009

acessos

A partir de uma experiência urbana, guiada pela atração promovida pelos elementos que compõem a cidade, um caminho é percorrido sem o estabelecimento de um ponto final. Uma espécie de “deriva” (andar sem rumo), com toda a condição de se ter partido de um local consideravelmente íntimo, em um primeiro momento.

Uma situação de estranhamento, que se torna confortável na medida em que nos dispomos a, simplesmente, sentir. Um ato atípico, para qualquer vida, mas que promove a apresentação de outros pontos de vista, que impulsionam o sentimento de desencontro com a particularidade banalizada por tempos e convenções.

O caminho passa a ser marcado por singelas marcações enquanto a gradativa inserção na escala do homem promove a possibilidade de experimentação de espaços não convencionais a nós, mas, quem sabe, banais à outras rotinas.

O próprio corpo é utilizado como alternativa de apreensão sensorial de espaços construídos para servir outros corpos, que não os nossos, até então. Esta experimentação denunciou a freqüência de elementos arquitetônicos contemporâneos que conduzem a momentos, mas que não existem em um imaginário formal criado nas relações de apropriação do espaço ou na memória referente a dado espaço. Elementos de deslocamento pensados para servir o homem, que se referem a uma necessidade real de transposição pública e que por suas características de implantação segregam e selecionam, anulando possibilidades de uso.

Estas alternativas arquitetônicas, necessárias para a utilização pública do espaço, tornam-se um problema ao espaço construído por terem sido digeridas como simples necessidade espacial e que precisa ser anexada aos novos espaços e aos já antigos. É este entendimento superficial, de configurações espaciais socialmente adequadas, que fizeram com que rampas de acessibilidade a edifícios de acesso público se tornassem nosso atrativo para a criação de um percurso.

“Acessos” é a representação da reflexão desenvolvida sobre esses definidores espaciais e que desenham não somente espaços urbanos, mas inclusive, se possível, desenham o próprio uso destes espaços, apoiando a tendência urbana atual que se aproxima de uma programação formalizada.

Esses elementos de apoio a transposições é tornado realmente coletivo a partir do momento em que todos os usuários do espaço urbano passam a utilizar este recurso como meio para seus deslocamentos cotidianos.

Desta forma, “acessos” é tridimensionalizado em um conjunto de módulos de madeira em uma releitura dos elementos de acessibilidade e levado às ruas com diferentes combinações, gerando, assim, novos caminhos a percursos banais a todos passantes.

Esse módulo de transposição, além de proporcionar uma nova dinâmica ao cotidiano desanimado por horas marcadas, unificará o acesso a todos que por aí passarem e poderá oferecer outras percepções espaciais a partir do deslocamento vertical o qual estabelece.

Com caráter efêmero, o conjunto confeccionado proporcionará diferentes combinações destes módulos que serão adequadas aos distintos locais de montagem considerando as especificidades do entorno.

Os módulos serão inseridos no espaço urbano por 7 dias em diferentes locais da cidade. As transformações sensoriais ocorridas durante esse período serão registradas e expostas na Casa da Cultura de Uberlândia durante todo o mês de Outubro. Por enquanto, são desconhecidos os momentos consequenciais à essa intervenção urbana.
(texto de Ariel L. Lazzrin)

Autores do projeto: Ana Paula Tavares, Ariel Lazzarin, Mairla Melo e Kássia Borges.

Clique aqui para ver a fotos!!!
Lugar - Uberlândia Clube (5)

[esse texto também pode ser visto em www.idearium.com.br]

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Um estudo de caso ou o próprio caso?

Nessa quarta-feira dia 02 de Setembro, peguei a estrada rumo a Ribeirão Preto, cidade onde o projeto Cine Tela Brasil seria instalado no fim de semana. A fim de fazer uma visita ao projeto e ver de perto os processos de montagem e o passo a passo para a exibição dos filmes, passei 4h dentro de um onibus rabiscando e escrevendo tudo o que vinha a minha mente para q nada, nada passase desapercebido. E felizmente, graças a boa vontade da equipe e da minha disposição em ficar o dia todo debaixo do sol (oq me rendeu 1 tom de cor a mais), posso dizer q a experiencia foi 90% completa. Infelizmente nao puder ficar para a exibição dos filmes, mas oq mais interessava foi captado, creio eu.

O Cine Tela Brasil foi montado estrategicamente em frente a um CEMEI na periferia da cidade. Enquanto a estrutura era montada e as crianças passavam, as frases mais curiosas foram:

"-Moça, oq vai ter aqui?
-Um cinema.
-Paga quanto?
-É de graça
-De graça???"

"Hey, posso ajudar?"

Além do cinema, o projeto ainda oferece oficinas nas 3 semanas anteriores a chegada do Cine Tela. Os curtas produzidos durante essa oficina são passados no sábado, ultimo dia das exibições e dia em que também são promovidas palestras e um convidado especial aparece (normalmente atores e diretores de cinema nacionais).

A questão agora é: O Cine Tela Brasil é um estudo de caso ou pode ser o próprio caso? A idéia de tentar montar uma nova estrutura e solucionar os problemas vistos vem remoendo minha mente.

Nada está certo, eu nem tive meu 1º atendimento ainda! Um passo de cada vez.


segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Na busca de minha Sofrônia

Sofrônia é a minha cidade preferida do livro As Cidades Invisíveis, de talo Calvino, do post anterior. O livro é minha primeira bibliografia para meu Trabalho Final de Graduação, com título inicial de O Cinema Itinerante. Depois de ler e me encantar com as cidades descritas no livro de calvino, tenho a dúvida: Apenas um Cinema, ou toda uma cidade itinerante? Estou pensando alto demais? Um cinema seria suficiente para mobilizar um local? Para fazê-lo existente? Para ser lembrado e contado?

Será que Sofrônia será a minha busca?

"A cidade de Sofrônia é composta de duas meias cidades. Na primeira, encontra-se a grande montanha-russa de ladeiras vertiginosas, o carrossel de raios formados por correntes, a roda-gigante com cabinas giratórias, o globo da morte com motociclistas de cabeça para baixo, a cúpula do circo com os trapézios amarrados no meio. A segunda meia cidade é de pedra e mármore e cimento, com o banco, as fábricas, os palácios, o matadouro, a escola e todo o resto. Uma das meia cidades é fixa, a outra é provisória e, quando termina a sua temporada, é desparafusada, desmontada e levada embora, transferida para os terrenos baldios de outra meia cidade.

Assim, todos os anos chega o dia em que os pedreiros destacam os frontões de mármore, desmoronam os muros de pedra, os pilares de cimento, desmontam o ministério, o munumento, as docas, a refinaria de petróleo, o hospital, carregam os guinchos para seguir de praça em praça o itinerário de todos os anos. Permanece a meia Sofrônia dos tiros-ao-alvo e dos carrosséis, com o grito suspenso do trenzinho da montanha-russa de ponta-cabeça, e começa-se a contar quantos meses, quantos dias se deverão esperar até que a caravana retorne e a vida inteira recomece."


lendo milhões de monografias...

As Cidades Invisíveis, de Ítalo Calvino.

“Você viaja para reviver o seu passado? – era, a essa altura, a pergunta do Khan, que também podia ser formulada da seguinte maneira: Você viaja para reencontrar o seu futuro?
E a resposta de Marco:
- Os outros lugares são espelhos em negativo. O viajante reconhece o pouco que é seu descobrindo o muito que não teve e o que não terá.”


O livro é uma ficção que reúne diversas descrições de cidades imaginárias feitas por Marco Pólo, no período em que o famoso viajante veneziano serviu ao Imperador mongol Kublai Khan. Khan espera encontrar nas descrições feitas por Marco Pólo o sucesso para a conquista de seu futuro grande Império. A cada descrição das supostas viagens do mercador, o imperador Kublai Khan se vê mergulhado no tom encatatório em que Marco Pólo narra suas histórias, almejando não somente conhecer as cidades que o amigo e servo visitou mas em um dia conquistá-las. Dentre as pequenas descrições, intercalam também no livro de Calvino os diálogos entre Marco Pólo e Kubai Khan onde discutem a veracidade das cidades citadas pelo mercador, suas simbologias, seus habitantes e tudo quanto nelas é especificado e excêntrico.

O livro é para quem gosta de viajar e ater o olhar para as variadas morfologias dos lugares, os habitantes e sua cultura. Por ser dividido em pequenos capítulos, a narrativa não contínua nunca se torna cansativa, e por incrível que pareça, nunca repetitiva. Livro de bolso para ler viajando de carro, ônibus ou avião. Para aprofundar os desejos de ir mais longe, conhecer mais e aprender com cada lugar conhecido, com cada nicho visitado, com a vida vivida em outro canto que não o nosso pequeno.


“Poderia falar de quantos degraus são feitas as ruas em forma de escada, da circunferência dos arcos dos pórticos, de quais lâminas de zinco são recobertos os tetos, mas sei que seria o mesmo que não dizer nada. A cidade não é feita disso, mas das relações entre as medidas de seu espaço e os acontecimentos do passado [...] A cidade se embebe como uma esponja dessa onda que reflui das recordações e se dilata. [...] a cidade não conta o seu passado, ela o contém como as linhas da mão, escrito nos ângulos das ruas, nas grades das janelas, nos corrimãos das escadas, nas antenas dos pára-raios, nos mastros das bandeiras, cada segmento riscado por arranhões, serradelas, entalhes, esfoladuras.”


Para ler mais trechos do livro, clique aqui.

Boas viagens e boas cidades, sempre, à todos.

[esse texto também pode ser visto em www.idearium.com.br]

domingo, 16 de agosto de 2009

Nota de Viagem - Curitiba 2009

Foto: Estação Tubo

Curitiba é daquelas cidades mundo. Tem tudo, tudo de diferente do resto do país que dorme.
Tem religiões diversas, sotaques e cores mescladas. Somente as calçadas mantêm a clareza ariana de uma população de antigos imigrantes que, mesmo em sua mais forte característica, ainda preserva os desenhos escuros que nas passadas de pernas iludem o viajante e despersam seu olhar de outras maravilhas. E quantas maravilhas! Em Curitiba os parques são habitados, as praças são fazendas, restaurantes, botecos, jardins. Senhores discutem política, crianças alimentam as pombas. Até as pombas são bençãos nessa cidade!
Da arquitetura, destacam os módulos de ferro pois não somente a Opera é de Arame, Curitiba é toda de Arame. Este que costura a cidade por grandes agulhas Tubo de onde saem os ligeirinhos, de canto a canto.
Monumental e simples.
Moderna porquê não teme, retrógada porque insiste em seu passado.
Dos telhados e porãozinhos, dos brises e rampas sinuosas, das araucárias e pequenas pétalas coloridas, fica o calor da cidade que me congelou por 8 dias.

Aqui as fotos no Flicker.

sábado, 18 de julho de 2009

Opa, alguém pega minha perna aí?

Já começa esquisito. Festa de criança, cardápio: Galinhada, refrigerante, bolo e docinho. Na garagem, o resto do carro o qual meu primo capotou a cerca de uma semana. A conversa gira em torno do acidente. Todo mundo tem uma prima louca. A minha contou essa história aí:



No corredor da medicina, fingindo ser acompanhate de um doente qualquer enquanto esperava por notícias do meu irmão, o enfermeiro grita "maca!" O corredor esvazia. Um homem passa deitado quando, de repente, sua perna cai. "Opa, alguém pega minha perna aí?" Peguei a perna e a devolvi, com sapato, calça e tudo. "Desculpa, acho que assustei vocês! hehe"O homem e a maca entram no pronto socorro. O hospital, em massa, ri.



Do google ao Young Pilgrim

Aqui vão as palavras e frases mais digitadas no google que levaram a meu blog:


1. make my babes (é incrível como esse negócio tá durando!)
2. paulinha tavares blog (não era mais fácil digitar o endereço do meu blog?)
3. "o escafandro e a borboleta" mármore (esse deve mecher com mineração, ou algo do tipo)
4. make my babe (meudeus)
5. "camila baiana" (não serve mineira viu, só baiana!)
6. "não se avexe não"+"inclusive nada" (será q foi a mesma pessoa q digitou a camila baiana?)
7. como escrever meu tfg (querido, boa sorte, vc vai precisar.)
8. fantasia iron man (ui)
9. filme across the universe fraco (uma pessoa chegar ao meu blog com essa frase realmente não me anima)
10. hospital naval do filme o escafandro e a borboleta (esse é arquiteto e é dos meus!)
11. maike my babes (ham?)
12. make my babbe (gente!)
13. make my babes br (esse não sabe falar inglês)
14. make my baby on line (ah, pq off line não tem graça mesmo)
15. make mybabes (não, tão brincando com a minha cara!)
16. mary shelley eu quis criar uma historias despertasse (que tipo de pessoa escreve isso no google?)
17. pequeno cidadao ouvir (omg!)
18. quadro mary shelley? (Uow, acho q esse eu tb vou digitar no google pra ver oq q sai)
19. requiem para um sonho no blogspot (bem específico)
20. sósia de leonardo dicaprio (pra q o verdadeiro se a gnt tem os sósias por aí nao é?)
21. ufu ou ufmg (ele ainda teve dúvida??)

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Glen ou Glenda?

Arrá! Foi mais rápido do que eu pensava. Rapidinho encontrei e baixei Glen ou Glenda (clique para ver a sinopse) pro meu computador.
Incrível, incrível mesmo como Edward D. Wood Jr. tratou de maneira séria (o filme pareceu comédia pra vc?) seu primeiro filme como diretor e ator. Mas não, não é um "sério" no sentido correto, bem feito, nos mínimos detalhes, longe disso, mas sério no sentido da perceptível firmeza que demonstra acreditar no seu trabalho. Em Glen ou Glenda o travestismo é tratado quase que de maneira didática. O roteiro, praticamente autobiográfico, expressa a própria vida de Wood que, apesar de heterossexual, adorava se vestir de forma feminina. Chegando a parecer ás vezes um documentário, a história relata o drama de um homem que, num momento difícil de sua vida, necessita se abrir e contar toda a verdade a sua noiva e futura esposa.
Interpretando um sujeito extremamente simpático, Ed. Wood ainda consegue estabelecer uma certa complexidade ao assunto tratado, algo que se desmancha aqui e alí quando de uma hora pra outra, parecemos estar vendo outro filme, totalmente desconectado do enredo, como é o caso da participação de Bela Lugosi, famoso por interpretar papéis sombrios no cinema e que, aqui, parece fazer a mesma coisa. Suas aparições funcionam apenas como um chamativo ao público, o personagem de Lugosi aparece de tempos em tempos como um segundo narrador, algo como um drácula que cita versos em uma voz tremida e assustadora.
Contudo, apesar da precariedade e visível inexperiência (algo que não sei se chegou a ter), Wood consegue nos tirar risadas mesmo que não fosse este seu objetivo. Corajoso por tratar de um tema ainda oculto da década de 50, o filme consegue entreter e demonstrar seu valor, não por sua estrutura ruim mas pela complexidade descontínua e brilhante da prórpia vida deste fascinante diretor.

terça-feira, 14 de julho de 2009

#2 pensados e enlatados

Meus caros e caras, sinto desapontá-los, estou em tempos de economia.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Wells, Wood e Burton

Quem diria, a net movies tem sido um bom investimento. Recebi Cidadão Kane essa semana e aproveitei para assistir Plano 9 para um Espaço Sideral, considerado o pior filme de todos os tempos, do diretor Ed Wood, aquele mesmo do filme do Tim Burton.
Gostei muito de Cidadão Kane, apesar de "velho" o filme é dinâmico o suficiente para nos manter atentos a história do início ao fim, algo difícil considerando as formas de se fazer cinema lááá da década de 40. Mas o legal mesmo foi poder fazer a ligação de Orson Welles, diretor, ator, roteirista e produtor de Cidadão Kane com Ed Wood, considerado o pior diretor de todos os tempos.
No filme Ed Wood, do Tim Burton, existe uma cena em q o diretor interpretado por Jonny Depp solta a frase "Quando Orson Welles fez Cidadão Kane, ele tinha 26 anos. Eu tenho 30!" A frase por si só já explica a carreira desastrosa de Wood, mas por outro lado o transforma num diretor excêntrico e jamais desapercebido, e a única razão que vejo para isso é sua paixão incondicional pelo cinema. O importante para Ed Wood era fazer, fazer e fazer cinema. Quanto mais melhor, se atuasse, escrevesse o roteiro, dirigisse eee produzisse, melhor ainda. Qria ter muitos filmes com seu nome nos créditos, qria ser amado pelo oq amava fazer, e quanto a isso, não posso ir contra, afinal temos todos, um pouquinho de Ed Wood.
Durante o tempo que assitia Plano 9 para um Espaço Sideral, não conseguia acreditar na história que estava presenciando. Algo como uma invasão de alienígenas q tinham como objetivo dominar o Planeta Terra UMA VEZ QUE os seres humanos estavam prestes a destruir TODA a galáxia devido suas impensáveis atitudes. Para tanto, os alienígenas resolvem ressussitar os mortos de um cimitério local, transformando-os em zumbis para, assim, conseguirem um exército q os ajudassem na dominação do Planeta Terra. Tudo tirado da cabeça de Wood. Oo
Haha, começo a rir só de lembrar, os efeitos especiais são péssimos, a espacionave no céu é oval e na terra é quadrada, a cabine do piloto de um avião é coberta de cortinas, não havendo sinal algummmm de equipamentos, sem falar no toco de madeira q o piloto usa como direção. São vários os problemas e não vou me ater a conta-los aqui, pode perder a graça quando alguém de vcs resolver asssitir a essa jóia do cinema.
Apesar de toda a maluquice, Ed Wood demonstra-se preocupado com as questões políticas atuais da época, como o uso da bomba atômica e etc, oq me faz perceber ainda mais sua influência em Orson Welles (em Cidadão Kane, pq ainda nao conheço outros de seus trabalhos).
Considerado hoje como um diretor fora de seu tempo, Ed Wood é aclamado pelo meio "alternativo" do cinema, somado, é claro, a influência do próprio Tim Burton que já demosntrou ser fã do diretor desastroso. Ah, a abertura de Plano 9 para um Espaço Sideral começa com os créditos escritos em Lápides de cimitério, bem parecido com oq Burton fez em alguns de seus filmes.

No mais, estou a procura de outras obras "primas" desse cego apaixonado pelo cinema, alguém tem Glen or Glenda pra me emprestar?

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Gênio Indomável

Das coisas que me envergonho, uma delas com certeza é ainda não ter assistido certos filmes que já viraram clássicos do cinema (como este aqui) mas que tenho procurado me esforçar para vê-los, por curiosidade, prazer (sempre) e conhecimento.

De tanto ouvir falar, confesso que ao terminar de ver Gênio Indomável, ficou um gostinho de "estava esperando mais", ainda que eu tenha, realmente, gostado do filme. O roteiro, escrito por Matt Damon e Ben Afleck, mostra uma complexidade as vezes exagerada. O fato da história parecer clichê não me incomodou a princípio, como também não me incomodou o tema durante todo o longa. Porém foi difícil me convencer que um garoto seria capaz de uma genialidade que ultrapassasse as fórmulas matemáticas e se extendesse para história e filosofia, principalmente sendo o protagonista um garoto de 21 anos, problemático, sem acesso a boa educação, abandonado pela família e que teria aprendido tudo lendo livros em casa.

Passadas minhas pertubações quanto ao roteiro, vi que a complexidade não estava só em Will Hunting (gênio interpretado por Matt Damon) mas sim em toda a história contada e dirigida brilhantemente por Gus Van Sant. O que vemos são as relações estabelecidas no filme se modificar até que percebamos as mudanças ocorridas nos personagens e nos caminhos q eles irão seguir daí pra frente, resultado da complexa trama mostrada desde seu início.

Gênio Indomável me tocou de modo singelo ao perceber que muitos dos assuntos tratados ali poderiam ser "sugados" para minha vida e de qualquer outra pessoa. Como quando o professor Sean Mcguire (Robin Williams) descreve o amor e suas peculiaridades ou quando discorre o verdadeiro conhecimento com Will Hunting, que não se baseia apenas por leituras e fómulas pragmáticas mas também e principalmente pela experiência.

Se eu te perguntar sobre a Guerra, você me citará Shakespeare...mas nunca esteve numa guerra de verdade.

Você pode conhecer Michelangelo e toda sua vida, mas nunca sentiu o que é entrar e olhar para o teto da capela Sistina.

Com atuações e diálogos admiráveis, Gênio Indomável, mesmo imperfeito, garante a apreenção da história por quem o assiste. Superestimado ou não, é um filme que não ganha somente pela surpresa de um boa obra iniciada por dois jovens atores, mas pelo sucesso de seu resultado. Queria eu conseguir finalizar um projeto difícil e com tanto êxito como este.

sábado, 27 de junho de 2009

As Bicicletas de Belleville


Só para constar aqui no blog que vi esse belíssimo filme, uma animação francesa dirigida por Sylvain Chomet. Um filme quase mudo (são poquíssimas as falas), trabalhado em detalhes como o gestual de seus personagens, todos desenhados em linhas bem diferentes dos fofinhos personagens da Disney, Pixar, mas que em nenhum momento deixa de nos encantar.

As Bicicletas de Belleville é um filme para assistir uma, duas, três vezes, quantas forem necessárias pois sempre haverá um detalhe descoberto, antes talvez ainda não percebido. Como as estatuetas em versão "gordinha" do Oscar e os detalhes arquitetônicos da cidade de Belleville.

Este não é um filme para crianças (pelo menos não somente para elas) a não ser que você permita seu filho a presenciar cenas nojentas, grotescas e assassinatos, que ao meu ver, não interromperia a "boa" formação de uma criança.

É bom assistir a esse filme com olhos atentos a direção de arte, trilha sonora, composição de personagens e roteiro. Quem sabe, a animação não abra mais portas para um novo rumo de concepções, o que seria ótimo, mais 20 ou 30 como As Bicicletas de Belleville por aí.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Um outro dia 26

Quando a alegria apaga a luz
vê-se os dentes brancos
cor do frio
se acederem à tristeza
Que reluz.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Me by Lucareta

Adoro amigos que desenham! E adoro amigos que ME desenham!!

Este foi um desenho que o Lucareta fez pra mim. Estou de cabelo curto (oq me faz ter sérias dúvidas de q sou realmente eu no desenho) e sendo segurada por um camaleão ( q tb não é um sapo q vai virar principe) significando as minhas constantes e SUPOSTAS mudanças físicas. É claro q só ele e o irmão gêmeo dele acham que eu mudo tanto assim.

Está ae, mebylucareta:

=D

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Pequeno Cidadão para pequenos cidadãos

Já trabalhei um tempo no Hospital do Câncer aqui em Uberlândia como palhaça no grupo Anjos da Alegria. Me lembro que certa vez pedimos a uma criança que estava na brinquedoteca q escolhesse uma musica de q ela gostasse para que nós pudéssemos cantar todos juntos. Eram costumeiros os momentos que tentávamos alegrar um pequenino pedindo para q ele escolhesse uma musica, uma brincadeira, falasse das coisas que gosta, enfim, qualquer coisa para desviar a mente de uma criança de 7 anos da friesa de um hospital. Nesta vez o garotinho disse - canta Fada do Victor e Leo!! . Considerando q isso aconteceu a cerca de 1 ano atras, eu nao conhecia a música, se quer tinha ouvido falar. Fiz um amontoado de 3 notas no violão e um ritmo sertanejo. O garoto cantou toda a musica, claro, gaguejando em certas partes e sendo ajudado pelos voluntários da brinquedoteca. Ele riu mto, riu demais.

Engraçado que na minha infância lembro de gostar de escutar Balão Mágico, passando por Trem da Alegria, Xuxa (ahhh vc tb escutou q eu sei!) e até Sandy e Junior! Pensei, e hoje? O que uma criança ouve? Ou estou mto mal informada ou a musica infantil sofreu um retrocesso incrível. Mesmo pensando que lá atrás os grupinhos formados por crianças e adoslecentes nem eram tão bons assim, sei que nos cativavam principalmente por serem de crianças as vozes das musicas que as vezes nem eram tão infantis.

A conversa chegou até aqui pq tenho ouvido um ótimo cd da banda Pequeno Cidadão formada pelos musicos Antonio Pinto, Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra e Taciana Barro. Assim como Adriana Calcanhoto, que deu um time na sua carreira pra se dedicar ao publico infantil tornando-se Adriana Partimpim, esses caras tb estão tentando preencher esse buraco do mundo infantil. Mas vem cá, as crianças do hospital continuam não ouvindo se quer os novos cd's da Xuxa e Eliana, quanto menos a ótima Adriana Partimpim e outros da mesma linha. É uma pena que ótimos trabalhos como este sejam mais ouvindos pelos fãs de Adriana e Arnaldo Antunes do q por crianças de fato.

Não importa o esforço, a cultura destinada ao público infantil tem de ser de massa sim! Deve grudar na mente das crianças mais que qualquer funk q inevitavelmente ouçam por aí. É intragável que esses meninos sejam sujeitos a ouvir Crew e outras aberrações. Fora o Crew! Quero enjuar de ouvir sobrinhos e priminhos cantando músicas feitas para eles de verdade. Espero muito que Pequeno Cidadão se desvencilie do ar cult e atinja realmente o público q interessa.

Ouçam Pequeno Cidadão no myspace. Minha música preferida é O Sol e a Lua.

[essa postagem tb pode ser vista em www.idearium.com.br]

quinta-feira, 28 de maio de 2009

nova série TFG

O TFG (Trabalho Final de Graduação) como o nome já diz, é o trabalho final de graduação do curso de arquitetura e urbanismo. dã
O trabalho é feito em um ano e inclui duas bancas de professores q tem o objetivo de metralhar sua proposta e t colocar a prova. Um desafio memorável. O primeiro semestre de trabalho contempla primeiramente uma parte escrita, a monografia, que vem junto com uma pequena proposta (estudo preliminar) do tema escolhido. No segundo semestre, as ideias desenvolvidas no primeiro são aprimoradas, corrigidas, mudadas até q enfim se chegue num resultado final q é mostrado na banca final (dã dinovo) com os 3 professores anteriomente citados mais 1 professor convidado. Em 20 minutos tenho q convence-los em acreditar no que fiz, assim como espero eu acreditar no final de tudo.
Bom, influenciada pelo meu amigo Ariel que resolveu fazer um blog pra postar suas ideias de TFG, eu, que já tenho um blog a um tempinho, mas nunca quiz escrever sobre arquitetura aqui, começo hoje a série TFG (Meu Transtorno Final de Graduação) na qual espero compartilhar as etapas desse trabalho, como um diário, esperando que, de alguma forma, isso acrescente nessa empreitada. Na expectativa de que será um exercício ótimo, espero que todos que acompanhem comentem e dêm seu parecer. Nada obrigatório, claro, algo normal de qm ja caminha por aqui e comenta em outros posts. Minha primeira banca será no final deste ano, provavelmente Dezembro de 2009.

Ah, meu tema: O Cinema Itinerante.

paulinha, caminhando por uma estrada que ainda não vê fim e esperando, sem medos ou preocupações, que esteja fazendo o trabalho de sua vida.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

mundo Clown

Todos temos um Clown/Palhaço dentro de nós, a questão é encontrar o caminho até ele.
(Jacques Lecoq).

Numa releitura da brincadeira "O Mestre Mandou", o ator e diretor espanhol, Pepe Nunez, radicado em Florianópolis, começa a nos deixar relaxados e confiantes pros exercícios q viriam a seguir. Na brincadeira, q ele rebatizou de "Jacques Mandou", quem errava os comandos levava "pauladas" de jornal, às vezes, podendo trocar a surra por um beijo contanto q a pessoa escolhida aceitasse, caso não, era pau do mesmo jeito.

Foi nesse clima de brincadeira e descontração q o diretor, ator e palhaço, chamado por nós apenas de Pepe, nos conduziu a uma oficina nesse domingo, dia 24 de Maio. Do seu jeito humilde, vestindo uma camiseta velha e furada, uma meia de cada par nos pés e sobrancelhas taturanas inesquecíveis, o palhaço ali era um homem q não precisava de um nariz vermelho para ser amado.

Nas brincadeiras acompanhadas de doces palavras, Pepe nos ensinava oq muitos ali já sabiam, mas que em sua voz se tornavam cíclicas, dignas de serem ouvidas por pelo menos um milhão de vezes. O Palhaço é um espelho - disse ele - Quando rimos não estamos fazendo mais do q rir de nós mesmos. O palhaço não se esconde, revela. Sua mascara [o nariz] serve apenas como um artifício de proteção, de fato, expor-se tanto requer certos cuiadados. Ser palhaço é nos achar enquanto verdade em qualquer ação. Como um ladrão que usa um capuz para esconder sua vergonha ou um cowboy que usa o chapéu para se sentir mais confiante, o palhaço usa o nariz para expor tudo o que é, deixando a preocupação de não ser aceito de lado, amando ser oq é e por isso, sendo amado. Afinal, quantos de nós nos preocupamos em brincar, falar algo, agir de certa forma e não ser aceito? O palhaço é o unico que está livre de preconceitos, que pode agir como lhe der na telha. O nariz é a menor máscara, mas nunca esconde - e humildemente retoma - talvez seja por ser a menor máscara, não sei.

O espetáculo dirigido por Pepe, De Malas prontas, se apresenta hoje, dia 25 de Maio, as 20h, no Teatro Rondon Pacheco. A peça usa de técnicas da arte do clown sem que pra isso precise usar o nariz vermelho. Nem todos que usam um nariz são palhaços, muitos não usam e não sabem q são - diz Pepe ao citar o clown enquanto profissão. De malas Prontas é minha indicação, sem chances de frustrações. A entrada é franca e os ingressos serão distribuídos a partir das 12h.
Vou buscar o meu.

O ofício do Clown/Palhaço reside na liberdade de permitir-se ser o que verdadeiramente se é, e de fazer os outros espelharem-se e rirem de si mesmos na confiança de estar rindo do Palhaço. E isso, requer uma grande coragem. É um exercício de generosidade e risco, às vezes difícil, penoso e doloroso, mas sempre libertador, pois, se provocar o riso é à base da profissão, ativar o pensamento é a ambição e o fim. (Pepe Nunez)

[essa postagem tb pode ser vista em www.idearium.com.br]

sábado, 23 de maio de 2009

desfile de horrores em Caldas Novas

Ok, Goiás não é sul, modéstia parte não é minas e eu nunca espero mesmo ver gente bonita em Caldas Novas. Passear com a família e não ter q ouvir a voz chorosa da minha mãe quando digo q não qro ir são os únicos motivos pelo quais continuo indo a esse antro de horrorres. Meus dias nessa masmorra termal se resumem em:
1.Ver velhos, me desculpe, idosos cozinhando nas caldeiras (acreditem, um velhinho deixa de se bonitinho qndo o vemos de roupa de banho)
2.Ver garotos magrelos desfilnando a beira das piscinas, usando olhos escuros, e achando que, por estar num ambiente tão pavoroso, acreditam ser os surfistas sertanejos do clube.
3.Ver certos hópedes em estado ardente de desejo por comida, apetite q considero sobrenatural, coisas do além q só presenciamos em Caldas Novas.
Hoje, tinha um gordo na fila da sobremesa. Tinha um pedaço de pudim do tamanho da minha mão que eu esperava calmamente consumir uma pequena parte. O gordo pegou TODO o pudim. Fiquei em choque. Parei pra repensar oq comeria de sobremesa. A fila tinha q andar. Peguei queijo e goiabada. O gordo pegou tdo q tinha na bancada.
Voltei à minha mesa, minha mãe pergunta - Pegou queijo e goiabada filha? Acho q vc iria gostar mais do pudim.
Ainda vi aquele gordo voltando três vezes na bancada de sobremesa. Detalhe, o cara nao era tão gordo assim. Nada contra gordos. Mente gorda q é o problema.
Volto às piscinas, o clube não está cheio. Vou nadar um pouquinho.
Tinha um casal na minha frente, casal de meia idade, aos amassos. Tento compreender oq se passa na mente desses pervertidos maduros - "humnm, água quente, tdo aqui é feio...sinto um cheiro de xixi no ar...isso me excita tanto..dá cá um bjo meu amor!"
Não! Não! Vou rezar.
Pai nosso que estais no céu. Embelezado seja vosso reino. Que seja feito tdo mais belo. Assim na Terra mas principalmente no Goiás. A paciência de cada dia me aumente hoje....

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Requiem para um sonho

requiem (palavra latina)
s. m.
1. Parte do ofício de defuntos que começa por esta palavra.
2. Música sobre esse ofício.
3. Descanso, repouso.

Mais um daqueles filmes que ficaram anos na minha lista e por alguma razão que não consigo mesmo explicar, nunca havia assistido, mas devia tê-lo há tempos. Requiem para um sonho, do diretor Darren Aronofsky, e do igualmente profundo, mas ininteligível, Fonte da Vida, mostra aqui a decadência dos vício, seja ele qual for. O começo, com aqueles personagens cheios de sonhos, não dá pra perceber que o final de todos ali seria trágico. Escravos, até o ápice do deleite e da felicidade almejada apenas pelas drogas. Requiem para um sonho é um filme pesado, dificilmente você irá sorrir, mesmo nos momentos sarcásticos. Traz consigo a trilha sonora de Clint Mansell, que por ironia ou simplesmente beleza, já conhecia, talvez vc tb. Os planos de filmagem são rapidos, dentro de uma mesma cena obeservamos tudo de diversos angulos. O fato que ocorre em tal cena pode ser rapido, lento, tragico ou belo, mas sempre traz a impressão que já estamos vendo o longa a mais de 3 horas, ao mesmo tempo que q as imagens chocantes preenchem nossoas mentes e nossa alma se torna triste, pesada, como a história do filme. Estratégia de diretor que sabe se apropriar de suas percepções, um roteiro não basta, é preciso acreditar, é preciso se envolver, e difilmente você não se envolverá aqui.
Filme recomendado a todo filhinho de papai ou intelectual de tijela, que acha q precisa trancender esperitualmente com um trago de marijuana [pra nao comentar as subsequentes]. Hj é vc quem está tragando, amanha, ela q te traga.

ps: 24h depois de fazer esse post, o reli. Desculpem, a congruência está péssima. >< Prometo melhores.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Frankenweenie - 1984

Tim Burton filmará um remake do curta Frankenweenie, rodado na década de 80 quando ainda trabalhava para a Walt Disney. O novo curta, ou longa, não se sabe, será filmado em stop motion e personagens de massinha, como de praxe.

Frankenweenie é uma releitura da obra de Mary Shelley onde um homem, desejando extinguir a morte e a tristeza trazida desta, faz um experimento cientifico, trazendo um morto a vida que, no final, mais se parece um monstro. Em Frankenweenie, um garotinho perde seu cachorro atropelado e, ao realizar o mesmo procedimento de Frankeinstein, devolve a vida ao cão que acaba se tornando um cão-monstro, terror da vizinhança. O filme, apesar do tema assustador, é leve [walt disney - tema infantil - tim burton se ateve aos horrores comuns seus], irônico e cheio de referências da obra de Mary Shalley. As atuações ficam por conta de atores excêntricos como Shelley Duvall [O Iluminado], Daniel Stern [um dos ladrões de Esqueceram de Mim] e Barret Oliver [A História sem Fim]. É ótima a frase que a mãe de Victor [Oliver] diz sobre a proeza do menino - Nosso filho fez o melhor projeto de ciências deste ano. Também é engraçadíssimo ver a caracterização de Sparky [o cão] como cachorro monstro, cheio de costuras e parafusos.
O curta pode ser visto no youtube, em inglês, em 3 partes.

parte 1 | parte 2 | parte 3

Reparem na semelhança da cena em que o cachorro é perseguido pela vizinha com a cena de Edward Mãos de Tesoura [1990], em que também é perseguido pela vizinhança enfurecida. Reparem no portão de gradil q se abre dando passagem a população e no edifício ao fundo, no alto de uma colina, que se torna o ambiente da tragédia final, seguida de arrependimentos e tristeza dos envolvidos. Tim Burton parece q já tinha tdo planejado pra fazer meu filme predileto.

Aqui um vídeo de Tim, falando da nova produção:

FRANKENWEENIE - TIM BURTON from Gabriela Mallaco on Vimeo.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Tetro - primeiros 3 min

Foram divulgados os primeiros 3 minutos de Tetro, nova produção do Francis Ford Coppola. Se a fotografia do filme permanecer bela como vi nos 3 primeiros minutos, sairei em do cinema em arrebatamento espiritual, se não, enxergando o mundo em preto e branco, cobiçando a beleza contemplada [e desejada] em 2h de projeção.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Pq seria péssimo ter as garras do Wolverine


Why Having Wolverine's Claws Would Suck -- powered by Cracked.com

O Escafandro e a Borboleta


Existem duas coisas que não estão paralizadas em mim: minha imaginação e minha memória.
Minha imaginação e minha memória eram as duas únicas maneiras de poder escapar do meu escafandro. Eu podia imaginar qualquer coisa, qualquer um, qualquer lugar.

O Escafandro e a Borboleta é um filme francês, premiado com o globo de ouro de melhor filme estrangeiro e melhor direção, também ganhador do Grande Premio Técnico de Cannes, entre muitos outros. O filme tenta transcrever a história do ex-redator da revista francesa Elle, Jean-Dominique Bauby, através de sua ultima publicação literária quando, após um derrame, vê-se preso a seu corpo, paralisado, consequencia de uma doença rara chamada locked in.
O que impressiona durante todo o longa é a fotografia de Janusz Kaminski que nos coloca paralelo ao personagem, nos dando o prazer [ou o desprazer] de enxergarmos a realidade vivida por Jean-Do. A narrativa construída aos poucos não nos conta imediatamente tudo oq se trata. Conhecemos os fatos na mesma linha temporal que o personagem principal, que vai se lembrando dos acontecimentos , analisando sua vida até que enfim, possamos conhecê-lo, totalmente. É aqui que o filme nos emociona. Em nenhum momento Jean-Do se passa como um coitado digno dos nossos pezares. A sensação é de um homem [leia-se homem], carnal, contraditório e belo. Como o ser humano é. Sem rodeios. O longa consegue fazer perceber todas as contradições necessárias sem que com isso nos distanciemos do personagem principal, pelo contrario, conseguimos nos identificar, ora, por demais:

Hoje, sinto que minha vida é uma série de frustrações. Mulheres que não fui capaz de amar...oportunidades que não soube avaliar...momentos de felicidade que deixei escapar. Uma corrida cujo resultado eu conhecia de antemão mas falhei em escolher o vencedor. Tenho sido cego e surdo ou o duro golpe me fez descobrir a minha verdadeira natureza?

Entrar na mente de Jean-Dominique Bauby é se relacionar com nossas próprias frustrações, reviver nossas próprias lembranças, é articular alguma forma de nos desprendrer do nosso escafandro, de encontramos a nossa borboleteta. O ex-redator da revista Elle, morreu 10 dias após a publicação do seu livro, escrito no hospital através de um método desenvolvido por sua fonoaudióloga onde Jean-Do cita cada letra com o piscar de um olho.

Através da cortina em fiapos, um tênue brilho anuncia o raiar do dia. Meus calcanhares doem, minha cabeça pesa uma tonelada, todo o meu corpo está encerrado em uma espécie de escafandro. Minha tarefa agora é escrever as inertes anotações de viagem de um náufrago nas praias da solidão.
Originalmente este Hospital Naval foi uma casa para crianças com tuberculose. No corredor principal tem um busto de mármore branco da Imperatriz Eugénie, esposa de Napoleão III, patrono do hospital, que o visitava com freqüência. Havia uma vasta fazenda, uma escola e um lugar onde supostamente o grande Diaghilev ensaiou seus balés russos. Dizem que foi aqui que Nijinsky deu seu famoso salto erguendo-se a 3 metros do chão. Ninguém mais salta aqui. Hoje em dia só há velhos e fracos, ou como eu, estáticos e mudos. Um batalhão de alejados.


Não há de se falar muito para um filme que é perfeito, do início ao fim.

[essa postagem tb pode ser vista em www.idearium.com.br]

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Cineclube da Esquina [ o cinema vai às compras]


Inaugurou hoje o projeto Cineclube de Esquina o qual irá apresentar esporadicamente filmes, de graça, no pátio do recém reformado Mercado Municipal de Uberlândia. O filme foi O Tapete Vermelho, o primeiro de muitos longas brasileiros e independentes que o projeto se propõe a divulgar. O filme retrata a zona rural, suas paisagens, o folclore e ingenuidade daqueles (jecas) que conhecem a cidade somente por lendas. Matheus Nachtergaele faz uma interpretação claramente em homenagem a Mazzaropi, quem em O tapete Vermelho, tem seus filmes perseguidos por Quinzinho (Nachtergaele) afim de cumprir uma antiga promessa.
O filme traz discussões homem-cidade, cidade-cultura e cultura-sociedade. Demonstra como os antigos cinemas das cidades rurais foram se definhando a ponto de se tornarem centros comerciais, igrejas dentre outros, escancarando a forma como a cultura é deixada de lado, vista como menos importante e sem dúvida, mais fácil de ser extinta. Mesmo com sua despretenção, é um filme que se propõe mais do que um simples entretenimento, instiga a reflexão cultural do Brasil, um país com sede de cultura sem poder saciá-la por completo (lembrem-se q Araguari não tem cinema), tendo esse o principal objetivo, fazendo desse longa grandioso mesmo diante suas falhas de direção.
É uma pena que um projeto como este (o Cineblube da Esquina) não acontece nos bairros periféricos da cidade, se tornando mais um evento Cult* freqüentado pelas mesmas pessoas, atingindo o mesmo público, em geral, que poderiam ter livre acesso a obras como esta, principalmente devido as facilidades da internet e da informação global. Afinal, mesmo que seja um evento cultural, de importância cultural (não a retiro) e belo, ele atinge seu alvo completo quando oq se vê é sempre a mesma realidade pop jovem intelectual? Gostaria de ver essa tela rodando pela cidade e poder ouvir as risadas q ouvi hj de uma população que, de fato, anseia por cultura.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Frankenstein de Mary Shelley

Quisera eu mesma escrever uma história, que despertasse um medo inominável, levantando um horror sem tamanho. História essa que não deixasse o leitor olhar a sua volta, congelasse o seu sangue e fizesse seu coração disparar. [Mary Shalley]

Acabei de assistir a esse filme que há muito tenho ouvido falar. Estava na minha lista mas por não conseguir achá-lo fácil nas locadoras lá ficou até que eu o conseguisse pelos bons amigos da internet. Confesso que Franheinstein pra mim sempre soou como uma história de terror bobinha, sobre um monstrão de parafusos no pescoço, inofenssível e de bom coração. Mas também sabia que sua história original foi modificada durante os anos e que o verdadeiro conto de terror escrito pela jovem Mary Shalley no fim do séc XVIII (parece q ela tinha apenas 18 anos) era bem mais aterrorizante. Pra quem deseja saber da história, o mais próximo possível da verdadeira, esse é o filme. Se bem que creio q o livro venha calhar melhor, sempre.
Frankenstein de Mary Shelley me soou um pouco exautivo, principalmente no começo. A obra não segue fluidamente, contendo cortes repentinos e fatos irregulares cronologicamente. A trilha sonora força um pouco a barra tentando manter sempre o tom de terror e aflição do filme, mesmo que tenha partes que necessariamente não precisem e que certamente cairiam melhor uma trilha que amenizassem as sequentes palpitações de um coração sadio. A trilha sempre em clímax faz parecer que o filme está sempre próximo ao fim, nos exausta antes mesmo do melhor que tem a ofercer - o final. Sim, é no fim do longa que o horror que Mary Shalley tanto buscou se concretiza. No restante do filme a personalidade do monstro é contraditória, sua personalidade nunca é clara muito menos suas motivações - coisas que descobri estarem presentes mesmo no livro. Ao fim de duas horas de projeção o horror se torna carnívoro, real, triste, pesado - saltavam-me palavras como "que horror", "que horror"...(era só isso que conseguia falar mesmo)
Não sei se o filme poderia ser melhor (acho q sim) e não sei se alguem o faria melhor depois de tantas adaptações. O certo é que finalmente um filme consegue reviver o terror de Frankeinstaein, mostrando-nos, em paralelo, os anseios duma sociedade que vive o começo dos avanços científicos e teme por eles. Um temor, que para nós que já vivemos tais avanços, pode parecer bobo, ingênio, assim como parece o monstro de Frankeinstein algumas vezes, mas que acima de tudo retrata a História, da forma mais interessante que há para se contar - fazando-a parecer sobrenatural.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Profiles in History

Feriado para bisbilhotar.

Já estão no site do Profiles in History os catálagos 35 e 36 de 2009.
O catálogo 35 é intitulado The Hollywood Wax Museum e mostra alguns novos bonecos em cera de atores em seus principais personagens e cenas.
No catálogo 36, no arquivo 241-288, tem a Coleção em 42 lotes de alguns filmes do Tim Burton que estão (ou foram, não sei) expostos no Museum of Modern Art of NY. Além de outros itens que fez aflorar meu lado consumista.

terça-feira, 3 de março de 2009

Phoenix e Mallu

Há um tempinho andam rolando as fotos do novo visual do Joaquin Phoenix. Muitos dizem q ele está se afundando nas drogas, outros remetem sua mudança drástica de comportamento a problemas psicológicos e outros só acham q ele qr aparecer - "ah, esse ae qr é aparecer!"- Pro Phoenix, ele só cansou de atuar - "Agora eu qro ser um astro do rock!"

Entre uma coisa ou outra, fico com a opção de q ele se encontou no jeitinho peculiar da nossa qridíssima cantora prodígio indie-new-pop-rock-folker, Mallu Magalhães.



PS: Pra quem nunca viu o Programa do Davi Letterman, não se assuste com as semelhanças do Programa do Jô. yeah yeah.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

UFU é uma questão de escolha. [?]

Agora pouco, indo cortar o cabelo, passo por um outdoor de uma escola tal com o slogan:

"UFU é uma questão de escolha."

Claro - pensei - Pq na minha fase pré-vestibular minha mãe sempre me perguntava: "Filha, já escolheu? UFU ou UNITRI? UNIMINAS ou UFMG?"

sorteei no papelzinho.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Coraline e o Mundo Secreto


Sem qualquer pretensão fui assistir a esse filme que está bombando no cinemais 3D aqui de Uberlândia. Nem sabia eu que veria a obra do diretor de uma das mais perfeitas animações do cinema, estou falando de O Mundo de Jack, do diretor Henry Selick. Poisé, como muitos pensam, Tim Burton somente produziu o filme assim como em outras obras q muitos atribuem a ele. (oq não tira seus créditos de ótimo produtor, diretor, roteirista, ect). Tenho enorme afeição por produções em stop motion e sempre q posso pesquiso sobre novos trabalhos nessa técnica e morro de vontade de ver antigos trabalhos de Ladislau Starevicz, Jorge Pal, entre outros pioneiros do estilo. Porém, oq mais me fascina no stop motion é aquilo que precedeu seu surgimento: a necessidade de se realizar no cinema cenas sobrenaturais. A típica faca que percorre um cômodo sozinha.
A partir disso, o stop motion vem seguindo o rumo em q começou, logico q também usado em inumeros e diversos outros gêneros de filme, mas os q continuam nos surpreendendo são os filmes fantasiosos, com um tok sobrenetual e horror.
Nesse sentido, Coraline e o Mundo Secreto tem um enredo q fascina tanto adultos quanto crianças e demonstra q ambos podem e devem se submeter ao medo, que nessa obra foi muito bem dosado, apesar de haver horas q meu coração realmente palpitou como a muito não fazia. Toda a produção de arte, fotografia desempenham a tarefa de nos mostrar os dois mundos de Coraline, o real com cores geladas e uma paisagem que remete um inverno rigoroso esfumaçado e cinza em contraponto ao mundo secreto, de cores vivas e primavera. Algo parecido com oq é feito em A Noiva Cadáver, onde a beleza está naquilo em q na nossa mente é o mais obscuro ou sobrenatural.
Não contando com aqueles, muitas vezes chatos, numeros musicais, Coraline me prendeu a sua história até o ultimo momento, a harmonia da produção satisfaz até mesmo na sua versão 3D, sem exageros, mesclando momentos de beleza (como os passarinhos e camundongos q chegam até vc) e de suto (como os tenebros momentos em q personagens parecem sair de seu ombro), sem falar da linguagem moderna dos personagens obtidos pelos moderninhos cortes de cabelo, unhas pintadas de azul, botas, sweters e uma charmosa pinta a la Cindy Crowford.

Uma beleza de filme.

ps:Lucas, realmente depois dos créditos existe uma cena extra dos bastidores da produção. Perdemos. =/

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

LOST.05x06

Lost sua série fdp!!!

Eu não tava escrevendo sobre a série desde q começou a 5ª temporada, mas acho q vou passar a dar destaque a ela por aqui. Não importa oq falem. Lost é a melhor série do século xxi! Afinal, os caras provaram e ainda provam q não é um roteiro fadado a um desfecho previsível, muito menos indegustável.

Do 6º episódio as perguntas q não me deixarão dormir essa noite:

-O que aconteceu com Aaron? Pq a Kate teria tanta vergonha de falar?
-O que fez o Sayd voltar algemado pro avião?
-E o Ben todo ensanguentado naquele porto? Não é onde ele encontraria o meu Brotha preferido, o Desmond? Será q ele cumpriu a promessa de matar a filha do Widmore?
-Seria o avião a única maneira de voltar pra Ilha, aquela mulher ja n havia estado na ilha antes? eu lembro dela!
-E as outras pessoas q estavam no vôo?
- Jim vestindo o uniforme da Dharma? Será q a Ilha parou no tempo de vez!?

Miseráveis!

Redrum! Redrum!

Nunca me fascinaram os filmes de terror. Não que eu morria de medo, não conseguia dormir, nada disso. Justamente pq eles n me faziam acreditar. Gostava mais dos de suspense, os que faziam seu coração subir pela boca a ponto de vc necessitar instantaneamente de agua sem q ao menos tivesse ânimo para bebê-la.

Caiu de subito na minha sala O Iluminado do Kubrick, mais um desses acontecimentos q rolam qndo meu irmão aluga um filme e eu n consigo ser tão indelicada a ponto de não ver. Estava lá, eu, depois do almoço, vendo um filme antigaço...com sono e preguiça. Penso que esses foram os motivos pra q eu não entrasse no "clima" do filme logo de imediato, coisa q sempre tento fazer a fim de entrar em catarse por alguns segundos, me envolver e esquecer que vivo num mundo tão real. Independente da situação, me vi ali naquele garotinho numa foto que tenho perto dos meus 4 anos em que eu tinha o mesmo corte de cabelo. Percebi q meu dialago com o classico do terror não estava nos horrores q ele iria me passar mas naquilo q eu, passadas cenas de imenso embrulho estomacal poderia sentir. Nesse ponto adimiro muito Kubrick por sua pessoalidade*, de colocar na tela oq acredita e q talvez só ele entenda mas que também nos oferece total liberdade de interpretação e reflexão. No cado de O Iluminado, não bastasse as incríveis atuações (vi um boato que a atriz Shelley Duvall rodou uma cena 127 vezes para q chegasse do jeito q Kubrick qria!), os diálogos e a transformação dos personagens nos pegam de jeito a ponto de olharmos para o lado e sentir o estranho receio do q a pessoa próxima a vc é capaz ou se vc realmente a conhece de verdade. Conversando com um amigo, ele disse "qndo a gnt acredita muito, a pessoas passam a acreditar". Eis Kubrik, o cara q t deixa literalmente de testa enrugada.

Ah, quanto ao garotinho Danny Loyd, nunca mais fez filme algum! A mãe dele deve ter morrido de remorso. Daria tdo pra estar no set.
Olha a cara do moço hoje em dia:


"Tony is my friend, he lives in my mouth."

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

viva a pós modernidade

Ser original não é ser diferente, mas é descobrir sua origem - Amilcar de Castro

Livro da semana: Éolo Maia – Complexidade e contradição na arquitetura brasileira, de Bruno Santa Cecília.

Novidade: o Luigi chegou hoje.fala oi pra tdo mundo luigi...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O Curioso caso de Benjamin Button

Faz tempo que assisti ao Curioso caso de Benjamin Button, mas, na real (gíria q eu n sei de onde veio nesse momento), teria pouco a dizer. O filme tem uma direção legal, efeitos visuais legais, uma história q apesar de extremamente linear (no sentido de não haver um climax), te prende, oq n deixa q o filme se torne cansativo e uma direção, q apesar de falhas imperdoáveis, merece aplausos.
Mas pelo amor de Deus! Uma velha no abismo da morte contando a história secreta de seu passado? Não, não. Pra sua filha? Espera, espera, ela tem um diário!? E como ela n sabe q a mãe era dançarina se existe uma cena em q ela está na escola de dança da mãe!?

ai, eu realmente estou piorando a cada post.

Mas só resolvi falar desse filme pq tenho lido algumas coisas sobre sua semelhança com Forest Gump, q tem o mesmo roteirista de O curioso caso... Achei um video legal q demonstra isso e esse é o motivo pra esse filme ter um lugar aqui no blog.



terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Apenas Uma Vez


Já faz algumas semanas que vi esse filme e durante meu trabalho na solitaria e vazia ufu em periodo de férias tenho colocado o filme pra rodar enquanto faço as fichas de inventário. Cheguei a uma conclusão, o belo filme q começou bem minha lista de 2009 poderia ser facilmente vendido em cd.
Falando basicamente do roteiro do filme. Um rapaz toca violão nas ruas de Dublin nos seus tempos livres do trabalho como consertador de aspiradores de pó. Uma noite uma garota se encanta com a musica e a voz do rapaz e a partir de então passa a segui-lo até q os dois se tornem parceiros de musica, oq os unem de uma maneira inesperada mas excepcional.

O filme, filmado em poucos dias (se n me engano, 15) tem como atores os musicos Glen Hansard e Marketa Irglova, que apesar de não serem atores desenpenham seus papeis a ponto de aflorar a minha inveja. No filme, eles são apenas apresentados por suas caracteristicas e em nenhum momento são falados seus nomes. É aqui onde começa a minha identificação com o filme. Assim como em Antes de Amanhecer, o roteiro é simples e se lido, provavelmente não teria o mesmo impacto que visto. Nesse caso Apenas uma Vez se mostra um filme extremamente inteligente, intuitivo, auditivo e visual. Foram inúmeras as vezes q me emocionei por um simples olhar, uma frase, um gesto, pelas musicas que cantadas, transformam a cena da calmaria ao ápice da lamúria.
Filmado com câmera digital, nos encontramos no filme como quem estivesse a metros de distancia da cena e a todo momento nos vemos tentando trancrever o que se passa. Apesar de parecer um musical o filme trata a musica de forma simples tratando esta apenas como o fator de união entre o casal, oq não q essas cenas deixam de ser belíssimas. No mais, o filme é uma ótima opção pros editores de filmes caseiros e aspirantes a diretores, mostrando que uma camera digital, pouca verba e talento foram uma ótima mistura.
Pena que n encontrei nenhuma cena no youtube, mas coloquei a musica Falling Slowly na minha Playlist, musica que ganhou melhor canção original no Oscar.

Bom, gosatria de discutur mais sobre esse filme..mas sua complexidade (em sua simplicidade) me deixa atordoada demais pra escrever tdo aqui. Acho q é o pior post de filme q já fiz.
Vou melhorando. Espero q alguem veja e venha falar comigo sobre.

Aqui o Trailer.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

ó minas


Você já pensou em fazer uma loucura, tipo aquelas de viajar de carona por ae, sem rumo, conhecendo lugares, paisagens, pessoas, tipo aquela que mudou a vida de Che Guevara?
Com certeza, não sou dessas malucas que sairia sem rumo por ae, apesar da vontade. Mas nessas viagens com a pesquisa (PIBIC na FAURB) sempre me vem na cabeça essas situações, afinal, como é ótima a sensação de conhecer algo inusitado, pessoas q vc não veria onde vc mora, situações, arquitetura, cultura.

Vou me apaixonando pelo interior de Minas a cada morro q subo.

Algumas fotos da ultima viagem a Sacramento e Araxá.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

entre um cochilo e outro

Para que as férias são melhores se não para poder dormir até mais tarde?

Ando tendo alguns problemas com meu sono há alguns meses. Um tempo atrás era um alarme (desses de casa) insuportável, que tocava várias vezes durante a noite e especialmente finais de semana. Passou-se um mês assim, esse alarme atormentando minha vida. Me diz. Se um alarme tem como função alertar sobre um possível roubo, etc..mas se este aciona por qualquer motivo, sua função será realizada??? Bom, nesse caso não. Muito porque o alrme só era desligado 40 minutos depois ou mais. Se algum ladrão quisesse arrombar o lugar, já o tinha feito e se os donos realmente se importassem, já teriam arrumado o problema.
Quando eu estava prestes a tomar uma medida drástica (n sei qual seria mas eu realmente estava nervosinha), o alrme parou. Ufa! Penso.."terei minhas noites de sono novamente".

Não, me enganei. Snif.

Já fazia algum tempo que alguns bares ao redor tocavam musicas ao vivo no meio da semana, oq nunca me encomodou de fato, afinal, para mim, dormir ouvindo um jazz vindo do Vinil é do meu agrado. Porém, infelizmente, o jazz passou, e as unicas músicas que ouço nas madrugadas agora são a la Victor e Leo e Cia. Quem me conhece sabe q n tenho nada (muito) contra musica sertaneja e que sou fã de Chitãozinho e Xororó (segredo), mas dormir com um cara gritando feito locutor de rodeio não é do meu agrado.

Vou levando.

Chegam as férias. Adoro madrugadas, boas para assistir filmes e ótimas para minhas inspirações. (obs: a maioria dos posts q faço aqui foram feitos depois da meia noite) O único problema é acordar tarde no dia seguinte.
Aqui onde moro é umas das avenidas mais movimentadas da cidade e, levando em conta que moro (praticamente) em cima de um estabelecimento comercial, posso dizer que desde q me mudei pra cá, meus hábitos sofreram modificações. Tive que adaptar meu sono aos barulhos de carros, sirenes de ambulancias, caminhoes de entrega, entre um vizinho e outro q adora compartilhar suas musicas com a vizinhança. Infelizmente um dos jeitos mais simples de poder dormir tranquila foi ir me deitar mais cedo para assim acordar mais cedo antes q o alvoroço do dia começasse.

Problema resolvido? Não!! snif²

Há algumas semanas minha vizinha resolveu trocar seus gatos (sempre tarados e no cio) por um, dois, sei lá quantos cachorros!!! Faz um semana que não consigo dormir, esse projeto de cão late a noite inteira e o dono parece simplesmente ignorar. Nesses momentos me baixa um espírito Flora e a vontade era de...era de...

Alguem tem alguma ajuda pra me dar? Qualquer coisa seria válida. [desespero]

Nesses momentos lembro de algumas aulas de Urbanismo que tive. Lembro de Jane Jacobs, uma jornalista que escreveu um livro criticando arquitetos e urbanistas modernos, colocando-os como responsáveis pela "morte" de vários centros urbanos. Partindo de q "as rus precisam ter olhos", a jornalista diz que, entre outras, a solução seria mesclar comércio, serviços e residencia em vários pontos principais dos EUA, garantindo seu movimento constante.
Bom, admiro muito seu trabalho e a critica que faz. Porém, parto do principio que a arquitetura não é determinista, não pode e nunca poderá solucionar os problemas socias da cidade. Temos sim nosso papel, como todos em suas determinadas profissões, mas pensar em morar meio ao centro de uberlandia, já com os problemas que tenho aqui e pensando q estes tenderiam a piorar, questiono: Será q Jacobs também moraria? [vou encerrar o assunto por aqui pq este se estenderia demais se o prolongasse, fica pras conversas de barzinho]

Ahhh, só qria algumas noites de sono calmo.

paulinha tavares [bocejando].

sábado, 10 de janeiro de 2009

sobre criticas e outras coisas

Antes q possa parecer, gostaria de explicar que todos os textos q escrevo aqui sobre filmes não são críticas. Para isso precisaria de mais conhecemento do que o que eu tenho, que não é pouco mas que adquiro entre leituras e pesquisas nos meus tempos vagos. Mesmo assim, não teria conhecimento suficiemte para analisar uma obra em todos os seus parâmetros. Quem sabe um dia chego lá. Enquanto não vem o completo entendimento, coloco aqui opiniões, intuições, análises pessoais (lia pessoais mesmo) e outras poucas técnicas de q posso falar. Abro espaço para qualquer comentário.

Ainda sobre o assunto.

Durante o tempo em que fizemos Nanquinote, recebemos vários comentários bons. Realmente estes eram maoiores do que os ruins e estes ruins nunca nos fizeram mudar algo totalmente relevante no trabalho, o que não fez com que parássemos por ali. Continuamos avançando na peça e acreditando num caminho q poderíamos seguir. Apesar de todos os elogios, era de interesse de todos do grupo, receber uma critica (leia critica). Uma análise em todos os parâmetros, algo que pudesse fazer (por ironia) criticar a nós mesmos. Afinal, a crítica não deixa de ser um exercício de entendimento, de análise, por aqueles que estão sendo criticados.
Pois bem, quando pensamos que poderia ser a hora, nos deparamos com um pequeno texto em algumas linhas traçando um perfil pessoal e superficial do nosso trabalho. Opiniões vagas, nomes bonitos citados (eles demonstram conhecimento) entre interpretações de juizo pessoal.
Fizemos uma análise da nossa produção? Houve um exercício de reflexão? Não.
Porém me fez desacreditar um pouco mais no teatro de Uberlândia. Algo que faria a alegria de alguns, da Noeli então nem se fala.

Nós, não-atores, levamos a sério um projeto sem fins lucrativos, mal entendidos por muitos, mas feito com a seriaedade que uma Mostra Local de Teatro deveria ter, mas não teve.

Quero deixar aqui um trecho das falas de Roger Ebert, um famoso crítico americano (acho q é americano não tenho certeza), critico de cinema, mas que se aplica também ao teatro entre outras artes.

"Eu acredito que um bom crítico é um professor. Ele não tem as respostas, mas pode ser um exemplo do processo de se descobrir suas próprias respostas. Ele pode notar detalhes, explicá-los, situá-los em um grande número de contextos, refletir sobre por que alguns 'funcionam' e outros jamais poderiam funcionar. Ele pode incentivá-lo a ver filmes mais antigos para expandir o contexto no qual você situará os mais recentes. Ele pode examinar como os filmes tocam vidas individuais e podem ser construtivos ou destrutivos. Ele pode defendê-los e enxergá-los como algo importante em contraponto àqueles que "só querem se divertir". Ele pode argumentar que você se divertirá mais com um filme melhor. Todos temos um número desconhecido mas finito de horas de consciência. Talvez um crítico possa ajudá-lo a gastá-las de maneira mais significativa. (...) Se [meu programa de tevê] 'Siskel & Ebert & Roeper' serviu para alguma coisa, foi ao expor os telespectadores, muitos deles crianças, ao conceito de que era permitido ter opiniões e esperado que você pudesse explicá-las".
(colado do blog Diário de Bordo)


11 dias para LOST!

sábado, 3 de janeiro de 2009

Across The Universe


Chato.

Infezlimente o filme não superou as minhas expectativas. Afinal, é um filme tão badaladinho. Mas já era de se esperar, estruturar um filme inteiro pra q ele se encaixe nas melhores canções dos Beattles não é tarefa fácil. Por ser um musical já esperava o tom cansativo que só Moulin Rouje conseguiu superar dentre os musicais contemporaneos.
Across The Universe tem um roteiro muito fraco, previsível, as diversas cenas musicais não se encaixam na estrutura do filme como um todo e passados 60 min do longa vc já não sabe o q veio antes, teme pelo oq pode vir depois, te trazendo uma vontade enormeeee de passar algumas cenas pra chegar logo no final. Tá, posso estar sendo dura. Mas o filme ganha muito na direção de arte, a maioria das cenas cantada são otimas, bem feitas, criativas e muitas delas se tornarnam (ao meu ver) otimas versões contemporaneas dos clássicos dos Beatlles. Muitas delas ganham um enfoque diferente como Strawberry Filds Forever, I wanna Hold your Hand e I Want you/She is so heavy. Além do mais, todos os atores cantam muito bem, pena que alguns poderiam ser totaalmente dispensáveis e outros melhor trabalhados. É uma pena que o filme se torne um amarrado de clipes legais entre espaços enjuativos. Mas vale a pena ver, afinal, ouvir Beattles é sempre muito bom.